Ministro da Fazenda atribui inflação a guerra, não à política fiscal
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirma em evento que inflação atual é causada por guerra no Irã e cenário externo, não pela política fiscal do governo.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta sexta-feira (24.jul.2026) que a política fiscal do governo brasileiro não tem sido a causa da pressão inflacionária. Em sua avaliação, os recentes aumentos nos preços são reflexo de fatores externos, com destaque para o conflito bélico no Irã e seus impactos nos mercados globais de energia e commodities.
## Compromisso Fiscal e Cenário Externo
Durante sua participação no painel "Os rumos da economia brasileira", realizado na Expert XP, em São Paulo, Durigan enfatizou que o Executivo está empenhado em cumprir a meta fiscal. Ele mencionou que o governo tem realizado bloqueios no orçamento como medida para evitar pressões sobre as contas públicas, reforçando o compromisso com a estabilidade econômica.
"O governo está cumprindo, fazendo bloqueios no orçamento e se comprometendo com a meta fiscal. Não estamos gerando pressão inflacionária", declarou o ministro. Ele reiterou que a dinâmica inflacionária atual deve ser compreendida à luz de eventos internacionais, cujos efeitos se estendem a commodities e aos preços de energia.
Segundo o ministro, o cumprimento do compromisso fiscal por parte do governo contribui para a criação de um ambiente de maior previsibilidade para a economia. A Expert XP, um evento que reúne líderes empresariais, autoridades e investidores, serviu de palco para essas declarações sobre o panorama econômico do Brasil, discutindo inovações e os caminhos para o ambiente de negócios do país.
## Expert XP 2026
A Expert XP 2026, realizada entre 23 e 25 de julho no São Paulo Expo, contou com a presença de personalidades internacionais renomadas. Entre os palestrantes estavam Janet Yellen, ex-secretária do Tesouro dos Estados Unidos e ex-presidente do Federal Reserve (Fed), Mike Pompeo, antigo secretário de Estado dos EUA e ex-diretor da CIA, e o historiador britânico Niall Ferguson. O evento também abordou temas relevantes para o Brasil, como infraestrutura, política monetária e o desenvolvimento de negócios no país, consolidando-se como um importante fórum de discussão econômica.