Mercado reduz inflação em 2026 pela 3ª semana; PIB e câmbio estáveis
Mercado financeiro reduz projeção de inflação (IPCA) para 2026 a 5,15% pela 3ª semana seguida, segundo Boletim Focus. Projeções de PIB e câmbio para os próximos anos seguem estáveis, enquanto a Selic também se mantém com expectativas consolidadas.

O mercado financeiro ajustou para baixo, pela terceira semana consecutiva, a projeção para a inflação oficial do Brasil (IPCA) em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central, a expectativa para o índice em 2026 caiu para 5,15%, ante 5,16% na semana anterior. As projeções para os anos seguintes mostram variações pontuais: para 2027, a estimativa de inflação manteve-se estável em 4,20%; já para 2028, a previsão subiu ligeiramente de 3,70% para 3,78%; e para 2029, a expectativa permaneceu em 3,50%.
## Projeções Econômicas em Detalhe
O Boletim Focus também consolidou outras expectativas econômicas importantes. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a projeção de crescimento para 2026 permaneceu estável em 1,99%, indicando uma continuidade na expectativa de expansão econômica. Para 2027, a estimativa de crescimento do PIB também seguiu inalterada em 1,65%. As projeções de longo prazo para o PIB em 2028 e 2029 também se mantêm estáveis em 2,00%.
No câmbio, a estimativa para a taxa do dólar ao final de 2026 permaneceu em R$ 5,20 pela quinta semana seguida. Para 2027, a projeção do dólar ficou em R$ 5,28, estável há três semanas. No entanto, para 2028, houve um recuo na projeção, que passou de R$ 5,34 para R$ 5,30. Para 2029, a cotação esperada segue em R$ 5,40.
## Selic e Contexto Global
A taxa básica de juros, a Selic, encerrou 2026 com projeção estável em 14,00% ao ano pela quarta semana consecutiva. Para 2027, a estimativa é de 12,00% ao ano, e para 2028, de 10,50% ao ano. A projeção para o final de 2029 permanece em 10,00% ao ano, consolidada há 11 semanas.
A redução na projeção de inflação ocorre mesmo diante da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo e gerou preocupações sobre um potencial aumento nos preços dos combustíveis no Brasil. A inflação impacta diretamente o poder de compra da população, especialmente daqueles com salários mais baixos, pois os preços sobem sem que os rendimentos acompanhem.