Marina Silva e Alckmin criticam tarifaço dos EUA contra produtos brasileiros
Marina Silva e Geraldo Alckmin criticam tarifa imposta pelos EUA a produtos brasileiros. Marina culpa Bolsonaro por desmatamento e Alckmin anuncia apoio a empresas afetadas.

A imposição de novas tarifas pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros gerou reações contundentes de figuras políticas brasileiras. Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e pré-candidata ao Senado, criticou o "tarifaço" de Donald Trump, responsabilizando o ex-presidente Jair Bolsonaro pela medida. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Marina Silva argumentou que o "tarifaço" afeta setores cruciais da economia nacional, como a indústria e o agronegócio, impactando diretamente o emprego e a renda da população.
Marina Silva destacou que o "papel de uma família" estaria colocando interesses políticos acima dos nacionais, articulando com uma potência estrangeira para prejudicar o Brasil. Ela também conectou as críticas internacionais ao país ao aumento do desmatamento durante a gestão Bolsonaro, contrastando com a queda nos índices ambientais sob o governo Lula. "Bolsonaro vai ter que engolir as árvores que derrubou. Não bote na conta do Lula", afirmou, defendendo a política ambiental atual.
Por outro lado, o vice-presidente Geraldo Alckmin, ao lado de membros do governo Lula, também rebateu os argumentos americanos, classificando a tarifa de "descabida" e "injusta". Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros atingirá cerca de 18% das exportações para os EUA, totalizando US$ 7,4 bilhões com base em valores de 2024. Caso o valor de 2025 seja considerado, a participação das exportações afetadas cai para 15%, equivalente a US$ 5,8 bilhões.
Diante do cenário, o governo federal está articulando um programa de apoio para socorrer as empresas e os setores econômicos mais atingidos pela medida americana. A investigação que fundamentou a tarifa dos EUA incluiu práticas comerciais brasileiras, como o uso do Pix e questões relacionadas ao desmatamento. O Brasil planeja medidas de retaliação e busca ativamente a diversificação de mercados para reduzir a dependência do mercado americano e mitigar os efeitos econômicos.