Juízes e médicos lideram salários médios no Brasil; veja rankings

Levantamento revela que juízes, diretores e médicos estão entre os profissionais mais bem pagos no Brasil, com rendimentos médios elevados. Em contraste, ocupações informais e de baixa qualificação apresentam os menores salários.

Juízes e médicos lideram salários médios no Brasil; veja rankings

Juízes, diretores gerais e médicos especialistas figuram entre as profissões com as mais altas remunerações médias no Brasil, de acordo com um levantamento exclusivo baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE. A análise, conduzida pelo economista Bruno Imaizumi da consultoria 4intelligence, abrangeu 425 ocupações e utilizou dados referentes ao primeiro trimestre de 2026.

## Renda Média das Profissões de Ponta

No período analisado, juízes registraram uma renda média de trabalho de R$ 34,8 mil mensais. Em seguida, aparecem diretores e gerentes gerais, com R$ 24,6 mil, e médicos especialistas, com R$ 24,2 mil. É importante notar que esses valores representam médias, e a presença de profissionais com rendimentos excepcionalmente altos na amostra da pesquisa pode influenciar o resultado geral de cada categoria.

A renda média de todas as pessoas ocupadas no país, com algum tipo de trabalho, foi estimada em R$ 3.918 por mês no primeiro trimestre. Nesse contexto, a remuneração média dos juízes é quase nove vezes superior à média geral. O levantamento também apontou atletas e esportistas como a ocupação com a maior média salarial, R$ 60,6 mil, porém, o economista ressalta que a inclusão de um atleta de elite na amostra pode distorcer essa média. Segundo Imaizumi, as profissões no topo do ranking geralmente exigem alta qualificação, envolvem maiores responsabilidades e têm um impacto significativo na economia.

## Profissões com Menores Rendimentos

Na outra ponta da escala, profissões com menor exigência de capacitação e maior associação à informalidade apresentaram os rendimentos mais baixos. Condutores de veículos e máquinas de tração animal tiveram a menor média, estimada em R$ 790 mensais. Pescadores (R$ 940) e trabalhadores na conservação de frutas, legumes e similares (R$ 969) também registraram médias inferiores a R$ 1.000.

O estudo destacou que 22 categorias analisadas apresentaram renda média inferior ao salário mínimo vigente, que em 2026 era de R$ 1.621 para trabalhadores formais. Funções ligadas ao agronegócio, como trabalhadores da preparação do fumo (R$ 1.016), trabalhadores elementares da pecuária (R$ 1.098) e trabalhadores elementares da agricultura (R$ 1.147), também se encontram entre as de menor remuneração média. O economista atribui esses baixos rendimentos à mecanização do campo e à contratação de mão de obra temporária. Imaizumi também sugere que profissionais com rendas mais altas podem ter o hábito de ocultar parte de seus salários em pesquisas domiciliares para evitar chamar atenção.