Indústria Nacional: Goiás Cresce 0,7%, Enquanto 9 Estados Recuam em Maio

Produção industrial em maio: Goiás cresce 0,7%, enquanto nove estados registram queda. Bahia tem o pior recuo (-8,9%). IBGE aponta cenário misto no país.

Indústria Nacional: Goiás Cresce 0,7%, Enquanto 9 Estados Recuam em Maio

A produção industrial brasileira apresentou um quadro heterogêneo em maio, com o estado de Goiás registrando um crescimento de 0,7% em relação a abril, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional (PIM-PF Regional) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este avanço coloca Goiás entre os seis locais pesquisados que apresentaram expansão, em contraste com a retração geral de 0,2% observada na indústria nacional no mesmo período.

No total, nove dos 15 locais monitorados pelo IBGE registraram queda na produção industrial em maio. Os estados que apresentaram os maiores avanços, além de Goiás, foram Ceará (3,2%), Pernambuco (2,4%), Santa Catarina (2,3%), Amazonas (2,1%) e Paraná (1,4%).

Por outro lado, a Bahia liderou a lista de retrações, com uma queda expressiva de 8,9% na sua produção industrial. Outros estados que também registraram recuos incluem Mato Grosso (-3,2%), Minas Gerais (-1,7%), Rio Grande do Sul (-1,1%), Pará (-1,0%), Espírito Santo (-0,5%), Rio de Janeiro (-0,3%) e São Paulo (-0,1%).

Em São Paulo, maior parque industrial do país, a produção industrial caiu 0,1% em maio comparado a abril. Embora seja uma retração, o valor foi inferior à média nacional de -0,2%. Na comparação com maio de 2025, a indústria paulista registrou queda de 1%, segundo o levantamento.

Quando a comparação é feita com o mesmo mês do ano anterior (maio de 2025 contra maio de 2026), a indústria nacional como um todo registrou uma alta de 0,2%. Nesse cenário anual, o IBGE aponta crescimento em 5 dos 18 locais pesquisados. Espírito Santo (10,8%) e Rio de Janeiro (7,4%) se destacaram com os maiores avanços, impulsionados pelas indústrias extrativas e químicas. Goiás também apresentou crescimento neste comparativo, com 3,9% de alta.

Por outro lado, Maranhão (-12,4%) e Bahia (-7,1%) registraram os recuos mais acentuados na comparação anual, afetados pelas indústrias alimentícias e extrativas, e por coque, derivados de petróleo e celulose, respectivamente. O Amazonas, apesar de ter crescido 2,1% em maio na comparação mensal, acumula uma retração de 2,7% no ano, enquanto o Brasil registra alta de 1,4%.