Indústria de Máquinas Pede Alívio Tributário Diante de Taxas nos EUA
Indústria de máquinas e equipamentos do Brasil pede adiamento de tributos e ampliação do Reintegra após EUA impor taxa de 37,5% sobre exportações.

## Setor de Máquinas Sob Nova Tabela de Impostos
As exportações brasileiras de máquinas e equipamentos para os Estados Unidos enfrentarão uma nova realidade a partir desta sexta-feira (24), com a imposição de uma sobretaxa de 37,5%. Essa medida representa um desafio significativo para a indústria nacional, que busca agora respostas do governo federal para mitigar os impactos.
## Pedidos por Medidas de Apoio
Em resposta a este cenário, a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) apresentou um conjunto de solicitações ao governo. Entre as principais demandas está o adiamento da cobrança de tributos federais e a ampliação do programa Reintegra. A entidade argumenta que essas ações são cruciais para manter a competitividade da indústria brasileira no mercado internacional, especialmente em um contexto de crescentes restrições ao comércio global. A Abimaq defende a elevação imediata da alíquota do Reintegra para 5%, um programa que devolve parte dos impostos pagos na cadeia produtiva aos exportadores, atualmente em 3% para pequenas empresas. A associação ressalta que o acúmulo de tributos não recuperados já ultrapassa 5% do valor exportado pelo setor.
## Diálogo e Preocupações com Retaliações
A entidade também enfatizou a necessidade de retomar o diálogo e fortalecer os canais diplomáticos e institucionais entre Brasil e Estados Unidos, a fim de evitar uma escalada de medidas que possam deteriorar o ambiente de negócios. A Abimaq manifestou preocupação com a Lei da Reciprocidade, alertando que uma eventual retaliação por parte do governo brasileiro pode elevar custos para empresas e consumidores, diminuir a previsibilidade dos negócios e prejudicar cadeias produtivas integradas, sem, contudo, oferecer uma solução duradoura para as controvérsias. A perspectiva de acionamento dessa lei pelo governo brasileiro, após a confirmação da tarifa americana, gera apreensão no setor.