Iguatemi: Lucro Cai 35,4% no 2º Tri com Efeito de Portfólio
Iguatemi registra lucro líquido de R$ 135,1 mi no 2º tri de 2026, queda de 35,4% ante 2025. Ebitda recua 33,2% e receita líquida cai 9,6%, afetada por efeitos de portfólio e custos.

A Iguatemi, administradora de shoppings de alto padrão, divulgou seus resultados referentes ao segundo trimestre de 2026, apresentando um lucro líquido consolidado de R$ 135,1 milhões. Este valor representa uma queda de 35,4% em comparação com o mesmo período de 2025.
## Desempenho Financeiro e Operacional
O resultado operacional medido pelo Ebitda também registrou queda, atingindo R$ 292,2 milhões, um recuo de 33,2% em relação ao segundo trimestre do ano anterior. A receita líquida somou R$ 4,23 bilhões entre abril e junho, uma redução de 9,6% na comparação anual, conforme informações da InfoMoney. O Valor Econômico aponta uma receita ligeiramente diferente, de R$ 389,2 milhões, com um recuo de 1,2% em um ano, e uma receita bruta de R$ 437,2 milhões, com redução de 3,9%. Essa divergência pode ser atribuída a diferentes metodologias de cálculo ou a efeitos não recorrentes mencionados pelo Valor Econômico, como movimentações de portfólio.
O fluxo de caixa proveniente das operações (FFO) foi de R$ 172,2 milhões no segundo trimestre, uma queda de 28,6% na base anual. A receita líquida para esta métrica foi de R$ 393 milhões, recuando 1,1%. O Valor Econômico reporta que as vendas totais do portfólio Iguatemi alcançaram R$ 6,6 bilhões no trimestre, um crescimento de 4,6%. Este desempenho ocorreu em um trimestre atípico, marcado pela Copa do Mundo Fifa 2026 e pelo descasamento do calendário da Páscoa.
## Fatores de Impacto e Projeções
A Iguatemi atribui parte da variação em seus resultados a efeitos não recorrentes decorrentes de movimentações de portfólio realizadas no trimestre comparado. O faturamento bruto de aluguel apresentou uma redução de 9,6%, totalizando R$ 275,3 milhões. Os custos de aluguéis e serviços, excluindo depreciação e amortização, aumentaram 0,9%, chegando a R$ 73 milhões, devido ao aumento dos custos do varejo.
O Ebitda, segundo o Valor Econômico, somou R$ 286,5 milhões, com queda de 33,8% em um ano, e a margem Ebitda caiu de 109,9% para 73,6%. O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 79,4 milhões, uma melhora de 53,7% em um ano, influenciado pela atualização de valores de contas a receber e ajustes relacionados a terrenos e operações de fusões e aquisições. As despesas com Imposto de Renda e contribuição social totalizaram R$ 34,9 milhões, um aumento de 70,5%. A dívida líquida da companhia ao final de junho era de R$ 2,14 bilhões, um acréscimo de 12% em relação a março, com alavancagem de 1,62 vez. A notícia da InfoMoney não detalha esses aspectos financeiros.