IG4 propõe R$ 500 milhões e quer controle da Oncoclínicas

Gestora IG4 oferece R$ 500 milhões para assumir controle da Oncoclínicas, rede de tratamento de câncer em recuperação extrajudicial.

IG4 propõe R$ 500 milhões e quer controle da Oncoclínicas

A gestora IG4, especializada em recuperação de empresas, apresentou uma proposta de R$ 500 milhões para assumir o controle da Oncoclínicas, rede brasileira de hospitais focada no tratamento de câncer. O acordo, que pode ser anunciado nas próximas semanas, visa reestruturar financeiramente a companhia, que recentemente entrou com pedido de recuperação extrajudicial para negociar uma dívida de R$ 5,2 bilhões.

## Proposta de Controle e Reestruturação

A IG4 condiciona o aporte financeiro à transferência do controle acionário da Oncoclínicas. A estratégia da gestora envolve a nomeação de executivos para o conselho de administração e para a diretoria da empresa, com o objetivo de implementar um plano de reestruturação e racionalização do portfólio. A expectativa é que os R$ 500 milhões sejam suficientes para estabilizar o caixa operacional e impulsionar um futuro crescimento.

A Oncoclínicas, fundada em 2010 e considerada a maior rede privada de tratamento oncológico no Brasil, conta com 142 unidades em 49 cidades. A empresa realizou sua oferta pública inicial (IPO) em 2021 e, desde então, tem buscado expandir suas operações de forma agressiva, o que resultou em um aumento significativo de sua alavancagem financeira.

## Histórico de Dificuldades Financeiras

Nos últimos anos, a Oncoclínicas enfrentou uma série de desafios financeiros. A entrada do Banco Master, com uma participação de 20,18% do capital, gerou questionamentos junto ao Cade. Após a prisão de Daniel Vorcaro, controlador do Master, e a subsequente liquidação do banco pelo Banco Central em novembro de 2025, a companhia entrou em uma espiral de problemas. Em abril de 2025, a empresa reportou um prejuízo consolidado de R$ 3,67 bilhões.

A IG4 já atua em outros grandes processos de recuperação extrajudicial no país, como Braskem e Raízen, demonstrando sua expertise em reestruturação de empresas em crise. A gestora vê na Oncoclínicas uma oportunidade de aplicar seu modelo de negócios, auxiliando a rede a superar suas dificuldades e a garantir sua sustentabilidade a longo prazo.