Greve na Indústria de Defesa: Metalúrgicos Param em São José dos Campos

Metalúrgicos de empresa de defesa em São José dos Campos (SP) entram em greve por melhores PLR, vale-alimentação e fim do banco de horas. Propostas da empresa foram rejeitadas.

Greve na Indústria de Defesa: Metalúrgicos Param em São José dos Campos

Metalúrgicos de uma empresa do setor de defesa em São José dos Campos (SP) iniciaram uma greve nesta terça-feira (7). A paralisação foi oficializada após uma assembleia conduzida pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região. Os trabalhadores buscam negociar um aumento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), um reajuste significativo no vale-alimentação, o encerramento do sistema de banco de horas, o pagamento adequado de horas extras e a efetivação de funcionários que atuam em regime temporário.

As negociações, que levaram à deflagração da greve, giram em torno de propostas apresentadas pela empresa, identificada como Modirum Gespi. Segundo o sindicato, a companhia ofereceu um valor de R$ 2 mil para a PLR, uma proposta que já havia sido rejeitada anteriormente pelos empregados. No que diz respeito ao vale-alimentação, a empresa propôs um aumento gradual: de R$ 200 para R$ 350 em setembro, com a perspectiva de alcançar R$ 400 a partir de fevereiro de 2027.

As demandas dos metalúrgicos visam melhorar as condições de trabalho e remuneração, consideradas insuficientes diante das ofertas da empresa. A paralisação afeta as operações da unidade fabril, que atua em um setor estratégico para a defesa nacional. O sindicato reforça que a greve continuará até que um acordo satisfatório seja alcançado entre as partes, buscando uma valorização mais condizente com a importância do setor e a produtividade dos trabalhadores. A expectativa é que as negociações sejam retomadas em breve para buscar uma resolução para o impasse.