Grandes Empresas Americanas Pedem Evitar Tarifas sobre Produtos do Brasil

Grandes empresas como Coca-Cola, Tesla e eBay pedem aos EUA para não taxarem produtos brasileiros, alertando sobre custos e interrupções na cadeia de suprimentos.

Grandes Empresas Americanas Pedem Evitar Tarifas sobre Produtos do Brasil

Gigantes empresariais americanas, incluindo Coca-Cola, Tesla e eBay, manifestaram-se formalmente ao Departamento de Comércio dos Estados Unidos, pedindo a não aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros. A manifestação ocorreu em 1º de julho, em resposta a uma solicitação de comentários por parte do órgão americano (USTR).

As companhias argumentam que a imposição de novas tarifas poderia gerar severas interrupções nas cadeias de suprimentos, afetar a produção e encarecer o comércio de seus produtos em solo americano. A Coca-Cola, por exemplo, solicitou a manutenção da isenção para insumos de laranja importados do Brasil e a inclusão de uma exclusão similar para limões, essenciais na fabricação de suas bebidas. A empresa ressalta que o aumento de custos poderia impactar a indústria de alimentos e bebidas dos EUA, e que qualquer medida deve ser operacionalmente viável para evitar interrupções desnecessárias.

Os Estados Unidos são um dos principais importadores de suco de laranja congelado do Brasil, com exportações que alcançam bilhões de dólares. O país também figura como um destino relevante para a produção brasileira de limões.

A montadora de veículos elétricos Tesla também expressou preocupação. A empresa alertou que tarifas podem comprometer a competitividade de seus carros, citando que, apesar de investimentos significativos na cadeia de suprimentos interna, alguns insumos críticos ainda precisam ser obtidos no Brasil em quantidade e qualidade compatíveis com a produção americana.

O portal de comércio eletrônico eBay, especializado em vendas de produtos usados, também se manifestou contra a taxação. A empresa argumenta que a isenção sobre itens de segunda mão brasileiros evitaria o aumento de custos para milhões de famílias americanas e que a taxação poderia inviabilizar operações de pequenos revendedores, além de potencialmente desviar consumidores para produtos novos e mais baratos.

Ao todo, 365 comentários foram submetidos ao USTR, refletindo um amplo espectro de preocupações empresariais e de associações comerciais quanto ao impacto de políticas tarifárias sobre o comércio internacional e a economia americana.