Governo reduz previsão de déficit primário de estatais em 2026

Governo federal reduz previsão de déficit primário de estatais em 2026 para R$ 95,1 milhões. Correios e PAC impactam contas, enquanto resultado primário do governo central em 2026 melhora para R$ 10,8 bilhões de superávit.

Governo reduz previsão de déficit primário de estatais em 2026

O governo federal revisou para baixo sua previsão de déficit primário para as empresas estatais em 2026. A estimativa, que antes era de R$ 1,362 bilhão, foi reduzida para R$ 95,1 milhões, conforme divulgado no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP) do terceiro bimestre.

## Impacto dos Correios e PAC

As novas projeções consideram R$ 10 bilhões excluídos da meta das estatais devido ao plano de reestruturação dos Correios, além de R$ 5 bilhões não contabilizados por conta de investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Sem levar em conta essas exceções, a projeção de déficit de fato alcança R$ 13,577 bilhões.

## Projeção para os Correios

A previsão específica para o déficit dos Correios em 2026 também foi ajustada. A estimativa anterior era de R$ 8,464 bilhões, mas o novo relatório aponta para R$ 7,454 bilhões. A empresa pública tem passado por um processo de reestruturação em meio a uma crise.

## Revisão Geral das Contas Públicas

Em paralelo, o Ministério do Planejamento e Orçamento divulgou revisões para o resultado primário do governo central em 2026. A projeção passou de um superávit de R$ 4,1 bilhões para R$ 10,8 bilhões. No entanto, considerando as despesas deduzidas da meta, o resultado primário efetivo para o governo central em 2026 é estimado em um déficit de R$ 52 bilhões, uma melhora em relação à previsão anterior de R$ 60,3 bilhões negativos. A meta fiscal para 2026 é de um superávit de R$ 34,3 bilhões. As receitas primárias totais em 2026 foram estimadas em R$ 3,237 trilhões, com receitas líquidas de transferências em R$ 2,593 trilhões. As despesas primárias totais ficaram em R$ 2,645 trilhões, sendo R$ 2,419 trilhões de despesas obrigatórias e R$ 226,3 bilhões de despesas discricionárias.