Goldman Sachs prevê alta de 24% nos lucros de empresas dos EUA

Goldman Sachs prevê alta de 24% nos lucros de empresas do S&P 500 em 2026, indicando otimismo com bolsa americana. BlackRock vê cenário favorável na América Latina, mas com ressalvas para o Brasil. CNI alerta sobre impacto de tarifas em exportações.

Goldman Sachs prevê alta de 24% nos lucros de empresas dos EUA

O Goldman Sachs sinalizou otimismo em relação ao desempenho da bolsa americana, projetando um crescimento expressivo de 24% nos lucros das empresas que compõem o índice S&P 500 para o ano de 2026. Essa expectativa, divulgada em uma newsletter recente, sugere que há espaço para a continuidade do rali das ações nos Estados Unidos, contrariando visões mais pessimistas que antecipam uma correção acentuada no mercado.

## Perspectivas para a América Latina

Em paralelo, um relatório da BlackRock aponta para um cenário mais favorável na América Latina em comparação com outros mercados emergentes. A gestora atribui essa perspectiva a um processo de desinflação e à adoção de políticas monetárias mais restritivas na região. No entanto, o documento ressalta a importância de uma análise individualizada por país, uma vez que as oportunidades variam significativamente.

Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, destacou que enquanto países como Peru e Chile podem se beneficiar de investimentos em mineração (cobre e ouro) e infraestrutura, o Brasil ainda enfrenta o desafio da inflação elevada. Essa dinâmica sugere que as estratégias de investimento devem considerar as particularidades econômicas de cada nação latino-americana.

## Impacto de Tarifas para Exportações Brasileiras

Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) trouxe à tona os potenciais impactos do aumento de tarifas sobre produtos brasileiros. Estima-se que mais de 4 mil itens possam ser afetados, totalizando cerca de US$ 15 bilhões em exportações, com o agronegócio respondendo por US$ 4,2 bilhões desse montante.

Thiago Godoy, educador financeiro, alertou que essa elevação de tarifas pode resultar em aumento de custos para as empresas brasileiras, diminuir sua competitividade e também afetar companhias americanas que possuem cadeias de suprimentos integradas ao Brasil. A medida, portanto, representa um risco para o fluxo comercial e para a economia de ambos os países.