Goiânia registra primeira queda de preços em 10 meses, aponta IBGE
Goiânia registra a primeira queda de preços em 10 meses com IPCA-15 de -0,03% em julho, impulsionada por alimentos e combustíveis. Inflação acumulada em 12 meses é de 5,48%.

Goiânia experimentou a primeira deflação em quase um ano, com a prévia da inflação de julho registrando uma queda de 0,03%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que a capital goiana apresentou uma retração de preços em contraste com a elevação de 0,06% observada para o Brasil como um todo. Esta é a primeira vez desde agosto de 2025 que Goiânia registra queda nos preços, quando o índice havia recuado 0,35%.
## Queda impulsionada por alimentos e combustíveis
A desaceleração do custo de vida em Goiânia foi significativamente influenciada pela queda nos preços de alimentos consumidos em casa e de combustíveis. Itens como tomate, batata-inglesa, ovos, frango, gasolina e etanol tiveram reduções expressivas, aliviando as despesas recorrentes das famílias em supermercados e no transporte. O grupo de Alimentação e bebidas recuou 0,73% no mês, com destaque para a queda de 1,24% na alimentação no domicílio. O tomate liderou a lista de produtos que ficaram mais baratos, com recuo de 20,48%, seguido pela batata-inglesa (-10,31%) e melancia (-10,37%). Carnes, como costela e lagarto, também apresentaram quedas, assim como ovos, frango e café.
O grupo Transportes também contribuiu para a deflação, com uma queda de 0,60%, contrastando com a alta de 0,11% nacional. A redução nos preços de combustíveis, como etanol (-4,08%) e gasolina (-1,24%), além de uma queda de 0,74% no óleo diesel, ajudaram a conter os gastos com veículos. O transporte por aplicativo também ficou mais barato em 5,13%. No entanto, a alta de 6,00% nas passagens aéreas exerceu uma pressão parcial sobre este grupo.
## Habitação e acumulado anual ainda preocupam
Apesar do alívio em julho, outros grupos de despesas continuam pressionando o orçamento das famílias goianas. Especialmente o grupo Habitação, que apresentou altas significativas em itens como energia elétrica residencial e gás de botijão, impedindo uma queda mais acentuada no índice geral. Os combustíveis para veículos, apesar da queda mensal, acumulam alta de 7,40% em 12 meses em Goiânia, com a gasolina registrando elevação de 8,85% no mesmo período.
A inflação acumulada em Goiânia nos últimos 12 meses atingiu 5,48%, superando a média nacional de 4,52%. Este índice representa uma leve aceleração em relação a junho (5,45%), mantendo a capital goiana acima da média do país. Os grupos com as maiores altas acumuladas no período incluem Habitação (9,51%), Vestuário (6,82%), Educação (6,70%) e Despesas pessoais (6,84%). O IBGE também apontou que, entre as 11 áreas pesquisadas, Goiânia ficou em quinto lugar em queda de preços, atrás de Belém, Belo Horizonte, Salvador e São Paulo.