Goiânia: Prefeito lança ofensiva contra 100 maiores devedores de impostos
Prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, cria grupo para cobrar os 100 maiores devedores de impostos, responsáveis por metade da dívida ativa de R$ 18 bilhões. Ação visa corrigir distorções fiscais e aumentar arrecadação.

A Prefeitura de Goiânia, sob a gestão do prefeito Sandro Mabel (UB), intensificou a estratégia de cobrança contra os maiores devedores de tributos municipais. Um grupo especial foi formado com o objetivo de focar nos 100 principais contribuintes inadimplentes, que, isoladamente, são responsáveis por aproximadamente metade da dívida ativa ajuizada pela administração municipal, um montante que atinge R$ 18 bilhões.
Em coletiva de imprensa, Mabel declarou: "Pegamos uma régua de um ano e criamos um grupo especial. Vamos pegar firme em cima deles. Eles representam quase metade da dívida da prefeitura. Vamos atrás desse pessoal." A nova abordagem prevê um processo de cobrança dividido em sete etapas ao longo de um ano. Após esse período, caso os débitos permaneçam em aberto, a prefeitura planeja securitizar as dívidas, vendendo esses títulos no mercado financeiro.
## Histórico de Dívidas em Goiânia
O problema da inadimplência tributária em Goiânia não é recente. Há 12 anos, a gestão do ex-prefeito Paulo Garcia (PT) também enfrentou desafios semelhantes ao tentar reaver valores de grandes devedores. Naquela época, a dívida ativa estava estimada em R$ 5 bilhões, indicando um crescimento expressivo de mais de três vezes em pouco mais de uma década.
## Correção de Distorções Tributárias
Além da cobrança dos grandes devedores, a administração municipal também está atuando para corrigir distorções históricas no sistema tributário da cidade. O prefeito Sandro Mabel destacou a existência de cerca de 46 mil imóveis que não recolhem nenhum tipo de imposto, enquanto outros pagam valores aquém ou além do que seria devido. "As pessoas têm que pagar o que tem que ser pago. Nós descobrimos que a prefeitura de Goiânia, por relaxo, falta de dados ou de condições de administrações anteriores, têm 46 mil imóveis que não pagam nada. Tem alguns imóveis que pagam mais do que deviam e outros que pagam menos. É um ajuste que precisa ser feito. Quem não paga nada, vai ter que começar a pagar. Quem paga a mais ou a menos, vamos adequar", explicou Mabel.
A iniciativa visa não apenas aumentar a arrecadação, mas também promover maior justiça fiscal entre os contribuintes goianienses, buscando equilibrar a carga tributária e garantir que todos cumpram com suas obrigações financeiras com o município.