Gigantes financeiros recomendam compra de ações da SpaceX
SpaceX recebe recomendações de compra de Citi, Morgan Stanley, Bank of America e BTG Pactual, com preços-alvo variados e projeções ambiciosas para o futuro da economia espacial.

Grandes instituições financeiras globais demonstraram otimismo em relação à SpaceX (SPCX), com Citi, Morgan Stanley e Bank of America iniciando a cobertura de suas ações com recomendações de compra. O BTG Pactual também se juntou a essa análise, recomendando a aquisição dos papéis.
Embora todas as casas financeiras concordem no potencial da empresa, cada uma definiu um preço-alvo distinto. O Citi estabeleceu um valor de US$ 200 para o final de 2026, considerando este um patamar inicial para um futuro potencial de US$ 900 ou mais, caso conquistas importantes de engenharia sejam demonstradas em escala. Os analistas do Citi destacam que a implementação bem-sucedida da Starship pode viabilizar um caminho mais acessível e escalável para destravar o potencial econômico do espaço, abrindo mercados multibilionários – estimados em trilhões de dólares – que atualmente são inexplorados por outras companhias.
O Citi também avalia que a SpaceX está no início de um período de dois a três anos com múltiplos catalisadores de crescimento. A instituição planeja realizar uma transmissão online sobre a Economia Espacial e o Futuro da IA em 8 de julho.
O Morgan Stanley fixou um preço-alvo de US$ 300, com uma faixa de variação ampla. No cenário pessimista, o preço pode atingir US$ 75, enquanto no otimista, as ações poderiam alcançar US$ 600. Adam Jonas, estrategista de inteligência artificial e robótica do banco, ressalta que a SpaceX se destaca pelo seu quase monopólio em lançamentos, pela maior rede mundial de satélites em órbita baixa e por um negócio em rápida expansão em infraestrutura de IA. Segundo Jonas, a empresa é uma das poucas plataformas capazes de integrar ativos em órbita, conectividade global e capacidade computacional em uma única infraestrutura. Ele projeta uma receita que pode subir de US$ 45 bilhões em 2026 para US$ 319 bilhões em 2030 e US$ 3,3 trilhões em 2040, com a Starship, a Starlink, e a computação orbital como principais impulsionadores. Jonas monitora quatro indicadores-chave: receita por watt, custo por watt, custo por kg para colocar em órbita e número de assinantes do Starlink.
Já o Bank of America Securities projetou um preço-alvo de US$ 235, afirmando que a SpaceX transcendeu seu papel inicial de empresa de lançamentos para se tornar um pilar fundamental da economia espacial. Os analistas da instituição apontam que a empresa tem uma capacidade única de transformar operações de lançamento e manufatura em negócios de aplicações recorrentes e líderes de mercado.
O BTG Pactual, por sua vez, iniciou a cobertura com recomendação de compra e um preço-alvo de US$ 225 para os próximos 12 meses.
No dia em que as recomendações foram divulgadas, as ações da SpaceX (SPCX) registraram uma queda de 6,8%, fechando a US$ 149,47 na Nasdaq. A empresa passou a integrar o índice Nasdaq 100, e o preço de fechamento ficou abaixo dos US$ 150 negociados em sua oferta pública inicial em 12 de junho.