Fundos FIDCs atraem investidores com altos rendimentos em renda fixa
Fundos FIDCs ganham espaço na renda fixa com rendimentos atrativos e isenção de IR, mas especialistas recomendam cautela devido aos riscos de crédito e inadimplência.

Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) se consolidam como destaque na renda fixa, atraindo investidores com remunerações elevadas, como CDI+5%, e isenção de Imposto de Renda antecipado. Diante da queda de rendimento de CDBs e receios com dívidas de grandes empresas, os FIDCs registraram captação líquida de R$ 30 bilhões no primeiro semestre, com aumento de quase 20% no número de investidores pessoa física.
O patrimônio total desses fundos já ultrapassa R$ 771 bilhões, com projeções de alcançar R$ 1 trilhão em breve. Especialistas apontam a combinação da demanda por financiamento alternativo por empresas e a busca por diversificação de investidores como motores dessa expansão.
No entanto, é crucial atenção aos riscos inerentes, como inadimplência e qualidade do lastro. Analistas alertam que FIDCs não são produtos de prateleira e exigem análise criteriosa da estrutura, governança e capacidade da gestora.