Fundo Verde: Brasil ignora "fatura" fiscal futura, diz gestora

Fundo Verde alerta para gastos fiscais brasileiros e a falta de discussão sobre a "fatura" futura, enquanto o mercado global se volta para IA e o Fed adota postura mais rígida.

Fundo Verde: Brasil ignora "fatura" fiscal futura, diz gestora

O fundo multimercado Verde, gerido por Luis Stuhlberger, registrou um leve recuo em junho, mas obteve ganho semestral acima do CDI. As perdas vieram de alocações em metais preciosos e juros americanos, enquanto posições em cupom cambial e trading de ações tiveram ganhos. No Brasil, o cenário foi marcado pela saída de capital estrangeiro e instabilidade política, com o mercado global focado em inteligência artificial.

A gestora critica a política fiscal brasileira, afirmando que o governo "pisa fundo no acelerador fiscal e parafiscal". Segundo o Verde, a "fatura" desses gastos virá nos próximos anos, mas o país reluta em discutir o assunto. A equipe busca se posicionar para resultados assimétricos em torno do ciclo eleitoral e prevê aumento da volatilidade nos próximos três meses.

No cenário internacional, a posse de Kevin Warsh no Federal Reserve americano foi destacada. Sua comunicação inicial focou no controle da inflação, mudando a prática anterior. A resolução do conflito com o Irã teve avanços, mas a tensão voltou a crescer em julho, impactando os preços do petróleo.