FMI tem nova economista-chefe: Silvana Tenreyro assume em agosto

Silvana Tenreyro, argentina com PhD em Harvard, é a nova economista-chefe do FMI. Ela assume em agosto de 2026 com vasta experiência acadêmica e em políticas econômicas.

FMI tem nova economista-chefe: Silvana Tenreyro assume em agosto

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta terça-feira (7) a nomeação de Silvana Tenreyro como sua nova economista-chefe e diretora do departamento de pesquisa. A argentina, com dupla nacionalidade britânica e italiana, assumirá o cargo em 10 de agosto de 2026, sucedendo Pierre-Olivier Gourinchas, que retorna à carreira acadêmica.

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, destacou a trajetória de Tenreyro, ressaltando sua sólida produção acadêmica combinada com experiência prática na formulação de políticas econômicas. Georgieva afirmou que Tenreyro se destaca pela clareza na comunicação de temas complexos e pela capacidade de liderar debates sobre as perspectivas da economia global, em um cenário de "profunda transformação e elevada incerteza".

## Trajetória acadêmica e profissional

Silvana Tenreyro possui doutorado em Economia por Harvard e graduou-se em Economia pela Universidade Nacional de Tucumán, na Argentina. Sua experiência profissional inclui passagens como economista no Federal Reserve de Boston e, notavelmente, como membro externo do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra (BoE) entre 2017 e 2023. Ela também integrou o comitê de política monetária das Ilhas Maurício.

Atualmente, Tenreyro faz parte do grupo consultivo externo da diretora-gerente do FMI e também atua como assessora para instituições públicas e privadas em questões econômicas e financeiras. Georgieva elogiou seu estilo de liderança colegiado, aberto a diferentes perspectivas e com capacidade de construir consenso.

## Impacto e expectativas

A nomeação de Tenreyro ocorre em um momento crucial para a economia mundial, marcada por desafios como inflação persistente, tensões geopolíticas e a transição energética. Sua expertise em política monetária e sua visão sobre a economia global são vistas como fundamentais para guiar as análises e recomendações do FMI.

A escolha de uma economista com forte base acadêmica e experiência internacional reforça o compromisso do FMI em fornecer análises rigorosas e orientações estratégicas para seus países membros enfrentarem os complexos cenários econômicos atuais.