FIIs de Shoppings Ganham Destaque em Carteiras de Investimento
Fundos imobiliários de shoppings ganham força nas recomendações para o 2º semestre de 2026, com XP Malls (XPML11) em destaque. Logística mantém liderança, enquanto recebíveis seguem atrativos.

Os fundos imobiliários (FIIs) fecham o primeiro semestre de 2026 com uma performance mensal negativa de 1,21% em junho, impactados pela alta dos juros de longo prazo e pela proximidade do calendário eleitoral. O índice que mede o desempenho desses fundos agora acumula queda de 1,21% no ano, revertendo um início de ano positivo.
No cenário macroeconômico, apesar do corte na taxa Selic para 14,25% pelo Copom, o Banco Central sinalizou riscos inflacionários que limitam o espaço para novos cortes, mantendo a pressão sobre os fundos de tijolo. Diante da perspectiva de juros elevados por um período mais longo, casas de análise como o Santander recomendam um portfólio mais equilibrado, dividindo o investimento entre fundos de tijolo e de papel.
## Logística no Topo, Shoppings em Ascensão
As carteiras recomendadas para o segundo semestre indicam a manutenção do segmento de logística no topo das preferências, mas com um reforço notável nos fundos de shoppings. A grande novidade é a entrada do XP Malls (XPML11) no grupo dos fundos imobiliários mais indicados para este período.
## Destaques do Mercado
O fundo **Vinci Logística (VILG11)** lidera o ranking de recomendações com seis indicações. Analistas destacam seu amplo portfólio logístico em sete estados, com baixa vacância (2%) e valor patrimonial atrativo. O fundo apresenta contratos com grandes locatários e exposição ao e-commerce.
O **Bresco Logística (BRCO11)**, com cinco indicações, também figura entre os preferidos, especialmente por seu portfólio de galpões de alto padrão em São Paulo e contratos atípicos que garantem previsibilidade de receita.
Já o **HSI Malls (HSML11)**, fundo de shoppings com cinco recomendações, é elogiado por seus imóveis em regiões resilientes, baixo nível de inadimplência e gestão especializada, com potencial de valorização através da venda de ativos.
No segmento de recebíveis, o **Kinea Rendimentos (KNCR11)** soma quatro indicações. Sua carteira indexada ao CDI é vista como vantajosa em um cenário de juros altos, oferecendo menor volatilidade e previsibilidade nos dividendos.
O **Mauá Capital Recebíveis (MCCI11)**, também com quatro indicações, apresenta uma carteira de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) atrelados à inflação, com rentabilidade implícita atrativa.