EUA impõem tarifas que podem impactar US$ 10,7 bi em exportações brasileiras

Novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros chegam a 37,5%, impactando US$ 10,7 bilhões em exportações e afetando 85% dos itens. Fiepe estima 70% de impacto em exportações de Pernambuco. Amcham defende negociação.

EUA impõem tarifas que podem impactar US$ 10,7 bi em exportações brasileiras

Os Estados Unidos anunciaram novas tarifas sobre produtos brasileiros, elevando a sobretaxa adicional para 12,5%, que se somam aos 25% já impostos na semana passada. Segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), essa nova medida eleva o total para 37,5% e impactará cerca de 85% dos três mil produtos exportados pelo Brasil aos EUA, totalizando US$ 10,7 bilhões. A entidade avalia que a determinação agrava as condições de acesso das exportações brasileiras ao mercado norte-americano e tende a aprofundar a retração do comércio bilateral.

## Impacto Regional

A Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) também manifestou preocupação, com seu presidente estimando que o novo "tarifaço" possa afetar até 70% das exportações do estado para os Estados Unidos. A Amcham, por sua vez, rechaça a ideia de reciprocidade, considerando que ela não contribui para a superação das divergências e apresenta alto risco de escalada política e comercial, o que agravaria os impactos econômicos.

## Propostas para Reversão

Como alternativa para reverter as sobretaxas, a Amcham defende a continuidade das negociações entre os governos brasileiro e americano. A entidade argumenta que essa abordagem ampliaria a previsibilidade para empresas e investidores, além de auxiliar na construção de uma agenda bilateral positiva. Abrão Neto, presidente da Amcham, destacou que a nova tarifa amplia os impactos negativos e que a reversão do cenário passa pela retomada das negociações, sendo o entendimento bilateral o caminho mais eficaz para atender aos interesses de ambos os lados. A Amcham também alertou que a medida pode elevar custos para empresas e consumidores americanos, fragilizar cadeias produtivas integradas e afetar investimentos bilaterais.