EUA impõem novas tarifas de 10% e 12,5% a 60 parceiros comerciais

EUA anunciam novas tarifas de 10% e 12,5% para 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, a partir desta sexta-feira. Medidas visam combater trabalho forçado.

EUA impõem novas tarifas de 10% e 12,5% a 60 parceiros comerciais

O governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, anunciou a implementação de novas tarifas generalizadas. A partir desta sexta-feira, 60 parceiros comerciais, incluindo a União Europeia e o Brasil, enfrentarão taxas de 10% e 12,5% sobre produtos importados. A justificativa apresentada para a medida é a suposta fiscalização inadequada de proibições de trabalho forçado por parte desses países.

## Contexto e Justificativa

As novas tarifas chegam em um momento em que expira uma tarifa global temporária de 10%. Elas representam uma nova etapa na estratégia da Casa Branca de impor tarifas globais, especialmente após a Suprema Corte dos EUA ter invalidado, em fevereiro, tarifas anteriores que variavam de 10% a 50%. Estas medidas foram originalmente impostas com base em uma lei de emergências nacionais, com o objetivo de reduzir o déficit comercial americano.

A administração Trump alega que a falha de nações estrangeiras em aprovar e aplicar leis que proíbam a importação de bens produzidos através de trabalho forçado prejudica as empresas americanas que cumprem essas regulamentações. O Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, declarou que os EUA possuem uma proibição de importação de trabalho forçado há quase um século e que é hora de os parceiros comerciais adotarem medidas semelhantes. Segundo ele, a ação visa corrigir uma violação dos direitos humanos e uma prática comercial distorcida, buscando melhorar o bem-estar dos trabalhadores globalmente.

## Países Afetados e Isenções

O Brasil está entre os países que terão uma tarifa-base de 12,5%. Outras nações sob investigação pelo Escritório de Comércio dos EUA (USTR) e sujeitas a essa taxa incluem China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Suíça, Austrália, Rússia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Egito, Emirados Árabes, Filipinas, Guiana, Honduras, Hong Kong, Peru, Singapura, Sri Lanka, Tailândia, Trinidad e Tobago, Turquia, Uruguai, Venezuela e Vietnã.

A União Europeia, negociando como um bloco, juntamente com Argentina, Bangladesh, Camboja, Canadá, Equador, El Salvador, Guatemala, Indonésia, Malásia, México, Paquistão, Reino Unido e Taiwan, terão tarifas de 10%. Um representante do governo americano indicou que diversos produtos serão isentos das novas tarifas. Entre eles estão petróleo, gás, fertilizantes, alguns alimentos e itens já sujeitos a tarifas de segurança nacional, como automóveis, aço, alumínio e cobre. Produtos que estejam em conformidade com o Acordo de Comércio entre EUA, México e Canadá também poderão ser isentos, dada a integração da cadeia de suprimentos norte-americana. No entanto, a lista específica de isenções ainda não havia sido divulgada pela Casa Branca.