EUA impõe tarifas; consultoria critica reação do Brasil

Consultoria Think Policy critica reação do Brasil a novas tarifas dos EUA, classificando-a como desequilibrada e um possível grande revés diplomático.

EUA impõe tarifas; consultoria critica reação do Brasil

A recente imposição de novas tarifas, com alíquotas de até 25% sobre produtos nacionais, desencadeou uma reação considerada "desequilibrada" pelo governo brasileiro, segundo avaliação de Leonardo Barreto, sócio da consultoria Think Policy. Em entrevista, Barreto apontou que a postura oficial oscilou entre posições opostas em um curto período, sem conseguir mascarar o que classificou como um "fracasso objetivo".

## Reação e Análise Crítica

Barreto descreveu a mudança de tom das autoridades brasileiras como uma tentativa de transitar de uma postura assertiva para uma mais cautelosa. Ele criticou não apenas a desproporcionalidade da reação governamental, mas também a interpretação de alguns analistas que viram o confronto direto com as tarifas como uma potencial vitória política para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, associando-a a um possível aumento de popularidade. Segundo o especialista, o cenário registrado é, na verdade, um revés.

## Fracasso Diplomático e Reflexão Interna

O sócio da Think Policy foi ainda mais enfático ao dimensionar as consequências diplomáticas do episódio, sugerindo que este pode ser o principal fracasso da diplomacia brasileira desde a Guerra do Paraguai. Ele ressaltou que o país está sendo criticado por diversas frentes por, supostamente, não ter cumprido com suas obrigações.

Além disso, Barreto destacou que o governo tem adotado uma postura de ameaça interna contra aqueles que ousam criticar sua gestão do tema. Ele citou como exemplo acusações direcionadas à Fiesp pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que teria alegado que a entidade estaria promovendo um debate eleitoral. Para o analista, tal comportamento evidencia a necessidade de uma reflexão interna sobre a atuação do governo.

Barreto concluiu que a responsabilidade recai sobre quem ocupa a liderança do país e que o próprio governo deveria tentar recuar da narrativa adotada, pois "não dá para disfarçar que isso é um fracasso objetivo".