EUA definem produtos brasileiros isentos de nova taxa de 12,5%

EUA impõem nova taxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, totalizando 37,5% em alguns casos. Carne, café e minérios estão entre os isentos. Brasil critica medida e promete ações na OMC.

EUA definem produtos brasileiros isentos de nova taxa de 12,5%

Os Estados Unidos anunciaram uma nova taxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, que passa a valer nesta sexta-feira (24/7). A medida, justificada pelo governo Donald Trump como punição à suposta ineficiência no combate ao trabalho forçado, adiciona-se a uma tarifa anterior de 25%, elevando o total para 37,5% em alguns casos.

No entanto, uma lista significativa de produtos brasileiros ficou isenta da nova sobretaxa. Segundo o Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), centenas de itens não serão afetados por essa tarifa adicional. Entre os produtos liberados estão carne bovina, suco de laranja, diversos tipos de cafés, produtos de celulose e alumínio, além de minérios como cobalto e zinco.

## Produtos Excluídos da Tarifa

A lista de exceções divulgada pelo USTR inclui uma vasta gama de mercadorias. Dentre os itens que não sofrerão a taxação adicional de 12,5% estão:

- Alumínio

- Cobalto

- Carvão

- Madeira

- Carne bovina

- Zinco

- Nióbio

- Trigo

- Milho

- Suco de laranja

- Querosene

- Mandioca

- Açúcar

- Cafés

- Feijões

- Banana

- Cacau

- Itens de celulose

- Petróleo

- Gás

- Fertilizantes

- Derivados do açaí

- Defensivos agrícolas

- Resíduos de alumínio

- Equipamentos para fabricação de semicondutores

- Ingredientes farmacêuticos

## Reação Brasileira e Contexto

A nova tarifa, que entra em vigor à 0h01 de sexta-feira (24/7) no horário de Washington (1h01 em Brasília), foi rejeitada pelo governo brasileiro. Em nota, o governo Lula (PT) acusou o USTR de "manipular tema caro aos direitos humanos". O Ministério do Trabalho e Emprego informou ter fornecido documentação sobre a legislação brasileira para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado.

A gestão federal reforçou o reconhecimento do Brasil pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) no combate ao trabalho forçado e destacou que o país é signatário de 66 convenções da OIT, enquanto os EUA ratificaram apenas 10. Diante do que considera um caráter "arbitrário e injustificado" das tarifas, o Brasil promete acionar instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e levar o caso ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC.