EUA buscam acordos comerciais provisórios com Canadá e México
EUA buscam acordos comerciais provisórios com Canadá e México até o fim de 2026, indicando que o USMCA pode ter sua renovação completa adiada para 2027 devido a temas complexos.

Os Estados Unidos manifestaram a intenção de firmar acordos comerciais provisórios com o Canadá e o México ainda em 2026. Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, sinalizou que uma renegociação completa do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), em vigor há seis anos, provavelmente será estendida para 2027. Esta é a indicação mais clara até o momento de que o pacto atual não passará por uma renovação integral neste ano.
## Negociações e Prazos
Greer expressou o desejo de ter, até o final do ano corrente, pelo menos um acordo provisório com o Canadá e outro com o México. Ele mencionou que temas como a imposição de regras de origem mais rigorosas para veículos automotores, além de regulamentações trabalhistas e ambientais, podem demandar mais tempo e discussões aprofundadas, possivelmente envolvendo o Congresso americano no ano seguinte. Essa postura prolonga a incerteza para negócios e investimentos que ambas as nações vizinhas buscam mitigar.
## Perspectivas e Incertezas
O Ministério da Economia do México optou por não comentar as declarações de Greer. Por outro lado, Gabriel Brunet, porta-voz do ministro canadense responsável pelo comércio bilateral, Dominic LeBlanc, informou que o ministro conversou com Greer recentemente e que o Canadá está aberto a um maior engajamento para resolver pendências com os EUA. Greer afirmou que os Estados Unidos estão agindo com a celeridade necessária para viabilizar os acordos provisórios, com o objetivo de apresentar opções para análise do presidente Trump, da presidente mexicana Claudia Sheinbaum e do primeiro-ministro canadense Mark Carney até o fim do ano. Detalhes sobre a natureza desses acordos provisórios não foram divulgados.
Especialistas avaliam que a meta de uma renovação completa do USMCA ainda em 2026 foi descartada. O cenário mais provável é a celebração de um acordo político provisório, que manteria as negociações em curso, mas deixaria as questões mais complexas e a incerteza sobre investimentos sem solução imediata.