EUA ampliam sanções contra magnata iraniano e definem tarifas para o Brasil
EUA aplicam novas sanções contra magnata iraniano ligado a rede de petróleo e definem prazo para taxar produtos brasileiros. Brasil contesta e avalia reciprocidade.

Os Estados Unidos intensificaram a pressão econômica contra o Irã, ampliando sanções contra o magnata Mohammad Hossein Shamkhani. Ele é acusado de comandar uma rede de transporte de petróleo que gera bilhões de dólares em receitas para Teerã e Moscou, operando a chamada "frota fantasma". Shamkhani, que também usa o pseudônimo Hugo Hayek, já era alvo de sanções internacionais e teria utilizado a influência política de seu pai, ex-autoridade de segurança iraniana, para construir seu império.
Paralelamente, encerra nesta quarta-feira (15) o prazo para o Escritório da Representação Comercial dos EUA (USTR) definir a taxação de 25% sobre produtos importados do Brasil. O governo brasileiro contesta as justificativas para a tarifa, baseada na "seção 301" por práticas comerciais, e afirma que segue em negociações. Produtos como carnes, café e etanol estão entre os que poderiam ser afetados.
Brasília não descarta a retomada do processo da Lei de Reciprocidade caso as tarifas sejam confirmadas. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) declarou que "nenhuma das razões apontadas na Seção 301 justifica a aplicação das tarifas recomendadas". O governo brasileiro busca diálogo, mas prepara cenários de resposta, incluindo possível ajuda a setores impactados.