Especialista alerta: diversificar investimentos é crucial além do CDI

Especialistas da Guelt Investimentos alertam que, apesar da atratividade do CDI com a Selic alta, a diversificação da carteira é essencial para a sustentabilidade dos investimentos. Recomendações variam para perfis conservador, moderado e agressivo, incluindo alocação internacional.

Especialista alerta: diversificar investimentos é crucial além do CDI

A alta da taxa Selic, atualmente em patamares elevados, tem direcionado muitos investidores para a renda fixa atrelada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário). No entanto, especialistas alertam que a diversificação da carteira de investimentos vai além dessa modalidade, sendo fundamental para a construção de um portfólio sustentável e resiliente a flutuações de mercado.

## O Desafio da Diversificação em Juros Altos

Ana Paula Milanez, sócia da Guelt Investimentos, escritório reconhecido por sua expertise em alocação, destaca o desafio em convencer investidores a olhar para além do CDI, mesmo com a rentabilidade atrativa da renda fixa em um cenário de Selic a 14,25% ao ano. Ela enfatiza que a diversificação não é apenas uma estratégia de proteção, mas também uma fonte de oportunidades em diferentes classes de ativos.

Milanez relembra que, mesmo em períodos de juros altos, outras classes de ativos podem apresentar desempenho expressivo. Ela cita o exemplo do ano anterior, quando a Bolsa brasileira registrou alta de 34% enquanto a Selic estava em 15%, evidenciando a volatilidade e as oportunidades em um mercado em constante mudança. A atenção à inflação, característica da economia brasileira, também é apontada como um fator que pode gerar oportunidades.

## Estratégias de Alocação para Diferentes Perfis

A alocação ideal de ativos em uma carteira de investimentos é altamente personalizada, dependendo do perfil e dos objetivos de vida de cada investidor. Contudo, uma estrutura básica pode ser delineada para diferentes perfis diante do cenário econômico atual:

- **Perfil Conservador:** A maior parte da carteira deve concentrar-se em renda fixa atrelada ao CDI, aproveitando o juro real elevado. Uma parcela menor pode ser alocada em ativos atrelados à inflação e em outras classes, como fundos multimercados, Bolsa brasileira e Bolsa global, com foco em setores como tecnologia e inteligência artificial.

- **Perfil Moderado:** Permite que até 50% da carteira seja alocada em CDI. A composição adicional inclui uma proporção maior em ativos atrelados à inflação e mantém a diversificação em outras classes de ativos, buscando um equilíbrio entre segurança e potencial de retorno.

- **Perfil Agressivo:** Apresenta um percentual menor em CDI, priorizando a diversificação em classes de ativos com maior volatilidade. Esta estratégia é recomendada para investidores com tolerância a oscilações de mercado e que buscam retornos mais elevados.

## Ampliando o Horizonte: Alocação Internacional e Planejamento

Além das classes de ativos tradicionais, a alocação internacional é apresentada como um mar de oportunidades, especialmente com a crescente acessibilidade. Mover parte do capital para o exterior pode ser uma estratégia importante para diversificar ambientes de investimento e capturar retornos em outras economias.

A Guelt Investimentos, fundada por profissionais com vasta experiência no mercado financeiro e R$ 4,5 bilhões sob custódia, também ressalta a importância de considerar o planejamento sucessório, o seguro para gestão de risco e a organização financeira como pilares de uma carteira de investimentos completa, que visa tanto a proteção do patrimônio quanto a maximização de oportunidades, tanto no Brasil quanto no exterior.