Embaixador dos EUA no Brasil promete impulsionar exportação de etanol

Indicado à embaixada dos EUA no Brasil, Daniel Perez promete focar no aumento da exportação de etanol e na melhoria das relações comerciais bilaterais.

Embaixador dos EUA no Brasil promete impulsionar exportação de etanol

Daniel Perez, nomeado pelo então presidente Donald Trump para ser o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, manifestou na última quinta-feira (16.jul.2026) sua intenção de trabalhar para aumentar a exportação de etanol brasileiro para o território americano, caso sua indicação seja aprovada pelo Senado dos EUA. A declaração ocorreu durante sua sabatina na Comissão de Relações Exteriores, onde Perez destacou que buscará ampliar as relações entre os setores público e privado de ambos os países.

## Tarifas e Comércio Bilateral

Perez apontou que existem disparidades nas tarifas aplicadas pelo Brasil e pelos Estados Unidos em setores como energia e infraestrutura. Ele sinalizou que seu objetivo como embaixador será aprimorar as relações comerciais bilaterais. O acesso ao mercado brasileiro de etanol já foi um ponto de atrito, tendo sido um dos motivos alegados pela Casa Branca para a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

Durante a sabatina, o senador Tim Kaine (Partido Democrata) observou que os EUA vendem significativamente mais produtos ao Brasil do que o contrário, alertando que uma aplicação da lei de reciprocidade pelo Brasil poderia impactar mais os americanos. Em resposta, Perez afirmou que se aprofundará nas decisões do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) nas próximas semanas.

## Perfil do Indicado e Contexto Comercial

Daniel Perez, um cubano-americano de primeira geração, construiu sua carreira política na Flórida, onde chegou a liderar a Assembleia Legislativa estadual. Com formação em direito, atuou também como consultor jurídico. Sua indicação para o cargo de embaixador ainda depende da aprovação final do plenário do Senado americano.

Se confirmado, Perez assumirá a embaixada em um momento de redefinição da política externa americana para a América Latina sob a gestão Trump. A tarifa de 25% mencionada foi proposta após uma investigação do USTR sobre o que classifica como práticas comerciais injustas do Brasil, incluindo temas como o Pix, comércio digital e acesso ao mercado de etanol. O governo brasileiro, por sua vez, considera as tarifas "injustas" e retirou o Pix da mesa de negociações.