Economia Brasileira Sobe 0,7% em Maio com Impulso de Consumo e Serviços

Economia brasileira cresce 0,7% em maio impulsionada por consumo e serviços. Setor industrial estável e exportações desaceleram, indicando moderação futura.

Economia Brasileira Sobe 0,7% em Maio com Impulso de Consumo e Serviços

A atividade econômica brasileira apresentou um crescimento de 0,7% em maio em comparação com abril, segundo o Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado, ajustado sazonalmente, foi impulsionado principalmente pela recuperação da agropecuária, pelo dinamismo do setor de serviços e pelo forte consumo das famílias. Na comparação interanual, a economia avançou 1,2% em maio, e o trimestre móvel encerrado no mesmo mês registrou uma alta de 1,9% em relação ao ano anterior.

## Desempenho por Setores e Demanda

Pela ótica da oferta, a agropecuária e os serviços foram os pilares do crescimento em maio. A agropecuária retoma seu fôlego após uma série de retrações nos meses anteriores. Em contrapartida, o setor industrial permaneceu praticamente estável, sinalizando uma perda de dinamismo. Na perspectiva da demanda, o consumo das famílias foi o principal motor, com um crescimento de 3,3% no trimestre móvel até maio, o maior ritmo desde o final de 2024. Esse avanço foi notavelmente impulsionado pelo consumo de serviços e de bens duráveis.

## Investimentos e Comércio Exterior

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos na economia, registrou uma expansão de 2,0% no trimestre móvel, com destaque para os segmentos de tecnologia da informação e outros serviços. A taxa de investimento se manteve em 18,6% do PIB em maio. No comércio exterior, as exportações tiveram um aumento de 4,3% no trimestre móvel, o menor avanço desde meados de 2025, refletindo a desaceleração da indústria extrativa mineral. As importações, por outro lado, cresceram 8,9%, a maior alta desde 2025, impulsionadas principalmente por serviços de telecomunicações e pela aquisição de automóveis.

## Perspectivas e Fragilidades

Apesar dos números positivos, a FGV aponta sinais de desaceleração na composição do crescimento. A coordenadora do Monitor do PIB, Juliana Trece, ressalta que, embora o consumo das famílias continue resiliente, a estabilidade da indústria, a perda de força dos investimentos e a desaceleração das exportações sugerem um ritmo de expansão mais moderado para a economia nos próximos meses. A taxa de investimento em maio de 2026 foi de 18,6% do PIB. O PIB acumulado nos primeiros cinco meses de 2026, em valores correntes, foi estimado em R$ 5,466 trilhões.