Economia brasileira cresce 0,1% em maio, aponta prévia do BC

A economia brasileira cresceu 0,1% em maio, segundo a prévia do PIB do Banco Central (IBC-Br). A indústria avançou, mas a agropecuária recuou. O resultado marginal sugere estabilidade, e o BC projeta crescimento de 2% para o ano.

Economia brasileira cresce 0,1% em maio, aponta prévia do BC

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) e divulgado pelo Banco Central (BC), registrou um crescimento de 0,1% em maio em relação ao mês anterior. O resultado é classificado como marginal, indicando uma estabilidade na atividade econômica durante o período, após ajuste sazonal.

## Desempenho Setorial em Maio

A análise setorial do IBC-Br em maio revela um cenário misto. O setor da indústria apresentou uma expansão de 0,4%, impulsionando o indicador geral. O setor de serviços também contribuiu positivamente, com um crescimento de 0,1%. Em contrapartida, a agropecuária registrou uma contração de 1%, afetando o resultado consolidado.

## Contexto Econômico e Perspectivas

O desempenho em maio representa uma desaceleração em comparação com abril, quando a alta foi de 0,4%. Este é o segundo mês consecutivo de variação positiva, ainda que modesta. Em relação a maio do ano passado, o IBC-Br cresceu 0,8%, sem ajuste sazonal. Na parcial deste ano, o indicador avançou 1,2%, e nos últimos 12 meses até maio, o aumento foi de 1,4%.

O Banco Central projeta um crescimento de 2% para o PIB neste ano, uma revisão para cima em relação a estimativas anteriores, impulsionada por medidas de estímulo governamentais que devem aquecer a demanda. A autoridade monetária vê a desaceleração da atividade como um elemento necessário para a convergência da inflação à meta de 3%, mesmo com a taxa Selic ainda em patamar elevado de 14,5% ao ano.

O IBC-Br, embora seja uma prévia importante, possui metodologia distinta do PIB oficial, calculado pelo IBGE, pois não considera o lado da demanda. O indicador é uma das ferramentas usadas pelo BC para a definição da taxa de juros, pois um crescimento econômico mais robusto pode gerar pressões inflacionárias.