Duplicata Escritural: Empresas Ignoram Nova Ferramenta Financeira

Empresas brasileiras demonstram desconhecimento e falta de prioridade com a duplicata escritural, ferramenta que pode liberar R$ 11 trilhões em crédito, apesar de sua importância e cronograma de implementação.

Duplicata Escritural: Empresas Ignoram Nova Ferramenta Financeira

A duplicata escritural, instrumento financeiro que movimenta cerca de R$ 10 trilhões anualmente e promete destravar até R$ 11 trilhões em crédito, ainda é negligenciada por grande parte das empresas. Uma pesquisa da fintech Monkey revelou que metade dos fornecedores nunca ouviu falar do novo modelo, e apenas 15,4% o conhecem bem. A adaptação dos sistemas tem sido adiada, muitas vezes em detrimento da reforma tributária, gerando incertezas e desconhecimento.

A implementação em fases pelo Banco Central, com produção assistida prevista para julho e obrigatoriedade escalonada até 2028, contribui para a falta de urgência. Grandes empresas mostram-se mais preparadas, enquanto pequenas e médias ainda enfrentam dificuldades. A medida visa evitar os problemas ocorridos em 2021 com a regulamentação de recebíveis de cartões.

Especialistas alertam que a escalada do modelo será desafiadora devido à diversidade de empresas e formas de trabalho. Há preocupação com a prontidão dos sistemas, já que cerca de 70% dos títulos gerados em fluxos de antecipação de recebíveis podem se enquadrar como duplicatas, mas ainda não estão adequados.