Dólar tem 3ª queda seguida e fecha abaixo de R$ 5,15

Dólar comercial cai 0,60% em julho e fecha abaixo de R$ 5,15 pela 3ª vez seguida. Ibovespa recua 0,93% em dia de ajuste no mercado.

Dólar tem 3ª queda seguida e fecha abaixo de R$ 5,15

O mercado financeiro brasileiro registrou um desempenho misto nesta segunda-feira (6), com o dólar comercial apresentando sua terceira queda consecutiva e encerrando o dia vendido a R$ 5,132, o menor patamar em quase três semanas. Contudo, a bolsa de valores, representada pelo Ibovespa, recuou 0,93%, atingindo 172.447,58 pontos, descolando-se do desempenho positivo das bolsas americanas.

O movimento do câmbio foi impulsionado por fatores externos e pela valorização de commodities brasileiras, como soja e minério de ferro, além do recorde recente nas exportações de carne. Esses elementos favorecem a entrada de dólares na economia nacional. Paralelamente, a moeda americana também perdeu força no exterior, ampliando a valorização do real. O índice DXY, que mede o dólar contra uma cesta de moedas fortes, fechou praticamente estável.

Com a queda desta segunda, o dólar acumula desvalorização de 0,60% em julho e de 6,50% frente ao real no ano de 2026. A ausência de indicadores econômicos relevantes no Brasil concentrou a atenção dos investidores no cenário internacional e nos próximos anúncios.

## Ajuste na Bolsa e Cautela Doméstica

Na bolsa brasileira, o recuo do Ibovespa ocorreu mesmo com a alta em Wall Street, impulsionada por empresas de tecnologia e inteligência artificial. O fluxo de capital estrangeiro continua direcionado para esses setores nos EUA, reduzindo o interesse por mercados emergentes, como o Brasil.

Internamente, a proximidade das eleições de 2026, preocupações com a política fiscal pós-2027 e o início de audiências sobre práticas comerciais brasileiras nos Estados Unidos aumentaram a cautela dos investidores. A expectativa agora se volta para a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), banco central americano, e para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que podem influenciar as projeções de juros em ambos os países.

## Cenário Internacional e Commodities

No mercado internacional, os preços do petróleo registraram leve queda. A decisão da Opep+ de aumentar a produção a partir de agosto e a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz pressionaram as cotações. O barril Brent fechou a US$ 71,99 e o WTI a US$ 68,55. Negociações diplomáticas entre EUA e Irã, e o aumento das exportações russas também contribuíram para o cenário.