Dólar sobe, Ibovespa oscila com EUA e conflito no Oriente Médio

Ibovespa fecha estável e dólar sobe a R$ 5,11, impactados por tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros e escalada de tensões no Oriente Médio.

Dólar sobe, Ibovespa oscila com EUA e conflito no Oriente Médio

A Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa, fechou praticamente estável nesta sexta-feira, com leve queda de 0,06%, aos 173.714,08 pontos, interrompendo uma sequência positiva de um mês. No acumulado da semana, o índice recuou 2,33%. O volume financeiro negociado foi de R$ 23,86 bilhões.

## Aversão Global e Apoio da Petrobras

O desempenho do mercado brasileiro foi influenciado por um ambiente global de maior aversão ao risco. Em Nova York, as bolsas americanas fecharam em forte queda, com destaque para o setor de semicondutores e ações ligadas à inteligência artificial. O Nasdaq perdeu 1,40%, o S&P 500 recuou 1,01% e o Dow Jones caiu 0,77%.

Em contrapartida, a alta expressiva do petróleo, impulsionada pela escalada das tensões no Oriente Médio, ofereceu suporte ao Ibovespa. Os preços do barril WTI e Brent avançaram mais de 4%, com ganhos semanais de até 15,9%, devido aos ataques contínuos entre Israel e Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz. As ações da Petrobras apresentaram valorização, ajudando a compensar a pressão negativa de outros setores, como o bancário, cujos papéis recuaram.

## Dólar em Alta e Tarifas dos EUA

No mercado de câmbio, o dólar à vista encerrou a sessão cotado a R$ 5,1112, com alta de 0,25%. A moeda americana acompanhou a valorização global em meio ao aumento das tensões geopolíticas. Apesar disso, o real demonstrou desempenho relativamente melhor que outras moedas emergentes, beneficiado pela alta do petróleo. Na semana, o dólar acumulou leve avanço de 0,05%.

O mercado também reagiu à confirmação dos Estados Unidos sobre a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com previsão de entrada em vigor em 22 de julho. A medida, resultado de uma investigação comercial baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana, visa combater práticas comerciais consideradas restritivas pelo governo dos EUA, incluindo questões como o sistema PIX e o acesso ao comércio de etanol. O governo brasileiro contestou as justificativas, classificando as taxas como politicamente motivadas, e indicou que acionará a Lei de Reciprocidade. Fontes divergem sobre o dia exato em que a notícia sobre as tarifas dos EUA foi confirmada, com o G1 mencionando a noite de quarta-feira (15) e outra notícia do mesmo veículo indicando a quarta-feira (15) como data de decisão.