Dólar sobe e bolsa recua com tensão global e conflito Irã-EUA

Dólar sobe para R$ 5,11 e Ibovespa cai com escalada de conflito EUA-Irã. Petróleo dispara, impulsionando ações da Petrobras, mas aversão ao risco domina mercados.

Dólar sobe e bolsa recua com tensão global e conflito Irã-EUA

O dólar fechou a semana em leve alta frente ao real, atingindo R$ 5,111, enquanto a bolsa brasileira (Ibovespa) interrompeu uma sequência de ganhos, encerrando em leve queda de 0,06%. O dia foi marcado pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, que impulsionou o preço do petróleo a quase US$ 90 o barril e aumentou a aversão ao risco globalmente.

## Tensão Geopolítica e Petróleo em Alta

A intensificação dos confrontos entre EUA e Irã elevou a procura por ativos considerados mais seguros, o que favoreceu a moeda norte-americana. O petróleo tipo Brent registrou forte alta, avançando 4,59% e fechando a US$ 88,10 o barril, com o WTI subindo 4,48% para US$ 82,49. Essa valorização reflete o receio de interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz e potenciais choques de oferta, com impacto na inflação e política monetária globais.

O avanço do petróleo amenizou as perdas do real e sustentou ações da Petrobras, mas não foi suficiente para impedir a queda da bolsa. Apesar do cenário externo desfavorável, o real teve desempenho ligeiramente melhor que outras moedas emergentes, beneficiado pela perspectiva para os termos de troca do Brasil como exportador de commodities.

## Bolsa Brasileira e Fatores Internos

O Ibovespa encerrou a sexta-feira aos 173.714,08 pontos, registrando a primeira perda semanal em um mês. O índice chegou a operar em alta, mas cedeu no decorrer do pregão, influenciado pela alta dos juros futuros e pela desvalorização de ações ligadas ao consumo. A Petrobras foi um dos poucos pontos de sustentação, enquanto ações de bancos, varejo, construção civil e educação lideraram as baixas.

Além da tensão geopolítica, investidores avaliaram a desaceleração da atividade econômica brasileira em maio, medida pelo IBC-Br, e os efeitos do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. No cenário internacional, a queda de ações de empresas de inteligência artificial e fabricantes de chips também pressionou os mercados globais, reforçando a migração para ativos de menor risco.