Dólar sobe a R$ 5,15 com tensão EUA-Irã e alta do petróleo

Dólar sobe 0,39% a R$ 5,1522 com tensão EUA-Irã e alta do petróleo. Ibovespa recua 0,25%. Mercado aguarda IPCA e ata do Fed.

Dólar sobe a R$ 5,15 com tensão EUA-Irã e alta do petróleo

O dólar comercial fechou em alta de 0,39% nesta terça-feira (7), cotado a R$ 5,1522, impulsionado pela aversão a risco global diante do aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. Os ataques a navios no Estreito de Ormuz e a consequente revogação de licença para venda de petróleo iraniano pelos EUA intensificaram a busca por segurança na moeda americana, penalizando divisas de economias emergentes, incluindo o real.

Os incidentes no Oriente Médio levaram o petróleo Brent a fechar em alta de 3,01% (a US$ 74,16 segundo a Gazeta de Alagoas) ou 4,32% (a US$ 75,10 segundo Campo Grande News e G1), após chegar a avançar mais de 5% no pregão eletrônico. O WTI, referência americana, também subiu, avançando 4,27% a US$ 71,48. A escalada nos preços do petróleo pode respingar nas expectativas de inflação, levando o Federal Reserve (Fed) a considerar um aperto monetário mais agressivo, como indicam declarações do novo presidente do Fed, Kevin Warsh. O índice DXY, que mede a força do dólar contra seis moedas fortes, avançava 0,21%.

Em contrapartida, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuou 0,25%, fechando aos 172.021 pontos. A cautela dos investidores também foi influenciada pela reunião da Otan em Ancara e pelas discussões sobre tarifas comerciais impostas pelos EUA ao Brasil.

No cenário interno, o mercado aguarda a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, previsto para sexta-feira (10), com expectativa de desaceleração, e a ata da última reunião de juros do Federal Open Market Committee (FOMC), que pode trazer sinais sobre os próximos passos da política monetária americana.

Apesar da alta diária, o dólar acumula queda de 0,20% (Gazeta de Alagoas) ou 0,31% (Campo Grande News e G1) na semana, e de 0,21% no mês. No ano, a moeda americana registra perdas de 6,12% (Gazeta de Alagoas) ou 6,13% (Campo Grande News e G1). O real devolveu parte dos ganhos da véspera, quando apresentou o melhor desempenho entre as moedas mais líquidas.

Analistas apontam que o ambiente global de um dólar mais forte e a perspectiva de juros mais altos nos EUA pesam sobre as divisas emergentes. A proximidade das eleições presidenciais brasileiras em outubro também aumenta os riscos de médio prazo, com potenciais impactos fiscais e políticos.