Dólar recua para R$ 5,12 com otimismo externo e feriado em SP
Dólar cai 0,48% a R$ 5,12 em dia de menor liquidez com feriado em SP. Bolsas sobem com otimismo externo e atenção a tensões no Oriente Médio e ata do Fed.

O dólar comercial encerrou a quinta-feira em baixa de 0,48%, cotado a R$ 5,1238. A moeda norte-americana acompanha o movimento de recuo em relação a outras divisas no exterior, apesar das tensões persistentes no Oriente Médio. No acumulado do ano, o dólar já registra uma desvalorização de 6,65% frente ao real.
Em Wall Street, os principais índices americanos operavam em alta no início da tarde, impulsionando o otimismo em mercados emergentes. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, seguia essa tendência, registrando alta de 1,03% e se recuperando de perdas acumuladas na semana. O pregão, no entanto, apresenta menor liquidez devido ao feriado estadual em São Paulo, que comemora a Revolução Constitucionalista de 1932, mas com funcionamento normal dos mercados financeiros.
Investidores avaliam o cenário internacional, com especial atenção aos desdobramentos no Oriente Médio. Recentemente, os EUA anunciaram novos ataques contra o Irã para garantir a livre navegação no Estreito de Ormuz, o que gerou retaliações iranianas contra Kuwait e Bahrein. Essa escalada de tensões ameaça os esforços pela paz e pode impactar o preço do petróleo, que opera em alta com o barril do Brent avançando 4,32% e o WTI em 4,27%.
Em relação às políticas monetárias, a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), divulgada na quarta-feira, indicou que as autoridades mantiveram em aberto a possibilidade de aumentar os juros ainda este ano, embora com divergências internas sobre o momento ideal. Essa sinalização pode reforçar a tendência de alta do dólar caso as tensões globais se intensifiquem e o preço do petróleo suba acentuadamente.
No Brasil, a ata do Fed e o cenário externo dominam as atenções. A agenda econômica doméstica estava esvaziada, com exceção do feriado paulista. O Ibovespa, impulsionado pelo desempenho positivo de mercados emergentes e pela recuperação de ações cíclicas como Magazine Luiza e Braskem, buscava consolidar os ganhos. Ações de bancos, como Santander, também apresentavam forte valorização.
Apesar da volatilidade, com a Vale registrando oscilações, o dia mostrava um apetite por risco nos mercados globais. Acompanhando a tendência de outras bolsas emergentes, como Peru, Chile, África do Sul e México, o Brasil se beneficiava de um movimento de correção após períodos de penalização em setores como metais e mineração.