Dólar Recua e Fecha Semana a R$ 5,08 em Meio a Tensões Globais

Dólar fecha a R$ 5,0893 com queda de 0,43% nesta segunda (20). Ibovespa recua 0,20%. Mercado acompanha tensões entre EUA e Irã e impactos no petróleo.

Dólar Recua e Fecha Semana a R$ 5,08 em Meio a Tensões Globais

O dólar à vista iniciou a semana em trajetória de queda, encerrando o pregão desta segunda-feira (20) cotado a R$ 5,0893, uma desvalorização de 0,43%. Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, apresentou um leve recuo de 0,20%, finalizando o dia aos 173.371 pontos. O cenário econômico foi marcado pela atenção dos investidores aos desdobramentos do conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que já completa dez dias e gera preocupações sobre os impactos no comércio global de petróleo.

## Tensão no Oriente Médio Impacta Mercados

A apreensão do mercado financeiro concentra-se no Estreito de Ormuz, corredor vital para o transporte internacional de petróleo. Um bloqueio parcial na região eleva as incertezas quanto ao abastecimento global da commodity, o que, por sua vez, pode influenciar as expectativas de inflação em diversas economias. Durante o fim de semana, a morte de quatro militares americanos em ataques atribuídos ao Irã intensificou a crise. Em resposta, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA anunciou uma nova ofensiva contra alvos iranianos, elevando a tensão geopolítica no Oriente Médio.

## Desempenho do Dólar e do Petróleo

Apesar da escalada do conflito no Oriente Médio, a moeda norte-americana registrou perda de valor frente ao real. No saldo mensal, o dólar acumula uma queda de 1,42%, e no ano de 2026, a desvalorização atinge 7,28%. No mercado de petróleo, o barril do Brent, que serve como referência internacional, fechou o dia com alta de 0,99%, a US$ 88,97. O WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, também avançou, registrando uma valorização de 0,73% e encerrando o pregão a US$ 83,09. A dinâmica dos preços do petróleo é um fator relevante para a avaliação do cenário inflacionário global e para as decisões de política monetária.