Dólar fecha semana quase estável, mas pregão de sexta tem alta e Ibovespa cai

Dólar fecha semana quase estável (0,05% de queda), mas sobe 0,25% na sexta. Ibovespa cai 0,06% com bolsa americana em baixa. Petróleo dispara quase 5% com tensão EUA-Irã.

Dólar fecha semana quase estável, mas pregão de sexta tem alta e Ibovespa cai

O dólar comercial encerrou a sexta-feira (17 de julho de 2026) cotado a R$ 5,1112, registrando uma alta de 0,25% no dia. Apesar desse avanço diário, a moeda americana terminou a semana praticamente estável, com uma leve desvalorização acumulada de 0,05% frente ao real. No acumulado do mês de julho, o dólar apresenta um recuo de 1%, e no ano de 2026, a desvalorização chega a 6,88%.

## Mercado Financeiro Sob Pressão

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, fechou a sexta-feira em queda de 0,06%, aos 173.714 pontos. Essa retração interrompeu uma sequência de ganhos semanais e resultou em uma perda acumulada de 2,33% na semana. O volume financeiro negociado no pregão foi de R$ 23,86 bilhões. A bolsa brasileira foi influenciada por um cenário global de maior aversão ao risco, com as bolsas americanas também fechando em queda. O Dow Jones recuou 0,77%, o S&P 500 caiu 1,01%, e o Nasdaq perdeu 1,40%, impulsionados por preocupações com os elevados gastos em inteligência artificial e uma nova rodada de vendas em ações de tecnologia, especialmente no setor de semicondutores.

## Fatores Globais e Nacionais em Jogo

A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio impulsionou os preços do petróleo Brent, que avançou 4,59% e fechou a US$ 88,10 o barril. O WTI também registrou alta, a US$ 82,49. Essa valorização do petróleo beneficiou ações da Petrobras, limitando as perdas do Ibovespa, mas não foi suficiente para reverter o quadro negativo. Investidores acompanharam, ainda, a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que mostrou desaceleração da atividade econômica em maio, e os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que, contudo, ficaram em segundo plano diante do cenário internacional. Outros fatores que pressionaram o mercado foram a valorização global do dólar em meio ao aumento das tensões geopolíticas e a migração de investidores para ativos considerados mais seguros.