Dólar em queda livre: moeda atinge menor valor em 3 semanas

Dólar fecha em queda a R$ 5,123, menor valor em 3 semanas. Bolsa sobe 1,22% e petróleo recua, refletindo otimismo global com risco.

Dólar em queda livre: moeda atinge menor valor em 3 semanas

O dólar encerrou o pregão desta quinta-feira (9) em queda, atingindo seu menor valor em três semanas, a R$ 5,123. A moeda americana registrou uma desvalorização de R$ 0,029 (-0,5%), não sendo vista em um patamar tão baixo desde 17 de junho. No acumulado de 2026, o dólar já registra uma queda de 6,65%.

O movimento do real acompanhou a tendência internacional, onde o dólar perdeu força frente a outras moedas importantes, como o euro e o iene, além de divisas de países emergentes. Essa melhora no apetite global por risco sugere que os mercados interpretam as tensões recentes no Oriente Médio como não duradouras.

## Mercado de Câmbio e Ibovespa em Alta

Mesmo com o feriado da Revolução Constitucionalista no estado de São Paulo, o mercado de câmbio operou normalmente, embora com menor volume de negócios. Durante o dia, o dólar oscilou entre R$ 5,156 e R$ 5,1129.

Em contrapartida, a bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, interrompeu uma sequência de três sessões de queda e fechou em alta de 1,22%, aos 172.742,12 pontos. Esse avanço foi impulsionado pela redução dos prêmios de risco no mercado internacional e pela recuperação das bolsas americanas. Apesar da alta, o Ibovespa ainda acumula um recuo de 0,76% na semana, mas apresenta ganho de 0,42% em julho e 7,21% no ano de 2026.

## Petróleo Recua e Alivia Tensões Geopolíticas

O petróleo, que havia atingido seu maior nível em duas semanas na quarta-feira, devolveu parte dos ganhos. O barril do tipo Brent caiu 2,2%, fechando a US$ 76,30, enquanto o WTI recuou 2%, a US$ 72,08. A correção ocorreu mesmo diante da continuidade dos ataques entre Estados Unidos e Irã e das dificuldades no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio global de petróleo.

O mercado parece ter precificado uma menor probabilidade de interrupção prolongada na oferta da commodity. Relatos sobre esforços diplomáticos para uma possível retomada das negociações entre Washington e Teerã contribuíram para diminuir o temor de um choque prolongado na oferta, aliviando as tensões geopolíticas que vinham impactando os preços.