CNI pede apoio emergencial a setores afetados por novas tarifas dos EUA

CNI pede urgência no apoio a setores industriais brasileiros afetados por novas tarifas dos EUA, que podem elevar impostos a 32,5% e prejudicar competitividade. Negociações com os EUA são consideradas prioridade.

CNI pede apoio emergencial a setores afetados por novas tarifas dos EUA

## Apoio Emergencial é Urgente

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) sinalizou, nesta terça-feira (23), a necessidade de medidas urgentes para amparar as indústrias brasileiras impactadas por novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Ricardo Alban, presidente da CNI, classificou a situação como emergencial e destacou a importância de acionar órgãos como APEX, SEBRAE, BNDES, SESI e SENAI para oferecer suporte imediato às empresas prejudicadas. A sobretaxa, que se soma a tarifas já existentes, ameaça a competitividade dos produtos nacionais no mercado americano.

Alban ressaltou que a nova tarifa de 12,5%, confirmada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), eleva o imposto sobre produtos brasileiros. Essa medida, aplicada em resposta a supostos benefícios comerciais relacionados a trabalho forçado, pode levar a alíquota total para 32,5%, o que, segundo o presidente da CNI, resultaria em uma "falta de competitividade total" para a indústria nacional. O impacto seria particularmente severo para bens manufaturados e semi-elaborados, incluindo transações entre subsidiárias de empresas norte-americanas.

## Política Industrial e Negociações

Além do suporte emergencial, a CNI propõe que a questão seja integrada à política industrial brasileira. Alban defende a criação de uma "sétima missão" focada em cadeias produtivas internacionais, com a formação de um grupo de trabalho envolvendo a CNI, federações industriais e órgãos públicos, sob coordenação ministerial. O objetivo é construir um plano alternativo para impulsionar as exportações brasileiras e fortalecer a posição do país no comércio global.

A entidade também expressou satisfação com a sinalização de ministros sobre a continuidade das negociações com os Estados Unidos. Para a CNI, o diálogo diplomático é considerado a "opção número um" para resolver as tensões comerciais e buscar soluções que beneficiem ambas as economias. A expectativa é que as conversas possam mitigar os efeitos negativos das tarifas e restaurar o equilíbrio nas relações comerciais bilaterais.