China: Estatais injetam US$ 9 bi para conter queda na bolsa

Estatais chinesas compram ações por US$ 9 bilhões para estabilizar o mercado financeiro, em resposta a temores globais sobre investimentos em IA e quedas recentes nos índices.

China: Estatais injetam US$ 9 bi para conter queda na bolsa

Em uma manobra para estabilizar seu mercado financeiro, duas estatais chinesas de investimento anunciaram a compra de ações no valor de aproximadamente US$ 9 bilhões. A iniciativa visa conter a onda de vendas desencadeada por temores relacionados à inteligência artificial (IA) nas últimas semanas.

## Intervenção Estatal e Otimismo

A China Reform Holdings, por meio de uma de suas unidades, utilizou mais de 50 bilhões de yuans (equivalente a US$ 7,38 bilhões) de uma linha especial de recursos para financiar recompras e aumentar sua participação em ações. Paralelamente, a China Chengtong Holdings comunicou a aquisição de quase 10 bilhões de yuans (US$ 1,48 bilhão) em ativos de renda variável domésticos. Ambas as empresas declararam estar "firmemente otimistas" quanto às perspectivas do mercado de capitais chinês e comprometeram-se a continuar elevando suas participações em empresas estatais e de tecnologia para assegurar a estabilidade.

## Contexto e Reação do Mercado

A intervenção ocorre em um cenário de liquidação global em ações de tecnologia e semicondutores, impulsionada por preocupações com os vultosos investimentos em IA. O índice Xangai Composto, por exemplo, acumulou uma queda de 7,3% no mês, enquanto o ChiNext Price Index, com forte peso em empresas de tecnologia, recuou 21%. Analistas interpretam a ação das estatais, conhecidas como "time nacional", como um sinal claro da intenção de estabelecer um piso para o mercado e um reforço da determinação das autoridades em manter a estabilidade.

No fechamento da sessão desta segunda-feira (20), o índice Xangai Composto registrou alta de 0,85%, recuperando parte das perdas da semana anterior. O ChiNext também apresentou recuperação, subindo 0,4%, após uma semana de quedas expressivas. A expectativa é que a ação coordenada das estatais contribua para a restauração da confiança dos investidores no longo prazo.