Cesta Básica: Alta Acumulada Atinge 13,8% em Maceió no Semestre

Cesta básica acumula alta de 13,8% em Maceió no 1º semestre de 2026. São Luís registra menor aumento (4,02%). Feijão e adversidades climáticas puxam preços para cima.

Cesta Básica: Alta Acumulada Atinge 13,8% em Maceió no Semestre

A cesta básica em Maceió acumulou uma alta de 13,8% no primeiro semestre de 2026, conforme levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Embora o mês de junho tenha registrado uma retração de 3,6% no custo dos alimentos, essa queda não foi suficiente para reverter o cenário de encarecimento ao longo do período. A diminuição em junho foi impulsionada principalmente pela redução de 21,2% no preço do tomate.

Mesmo com a queda mensal, o maceioense precisou destinar 44,7% do salário mínimo para a compra da cesta básica em junho, o que equivale a 91 horas e sete minutos de trabalho. A pesquisa do Dieese, realizada em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mostrou que, em junho, o preço da cesta básica encareceu em 17 capitais brasileiras. As maiores elevações mensais ocorreram em Boa Vista (3,28%), Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%). Por outro lado, as maiores reduções foram em João Pessoa (-3,97%), Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%).

Em paralelo, em São Luís, a cesta básica acumulou uma alta de 4,02% nos primeiros seis meses de 2026, registrando o menor aumento entre as capitais pesquisadas. Apesar disso, os alimentos continuam representando um peso significativo no orçamento das famílias maranhenses.

Os produtos que mais contribuíram para o aumento geral dos preços da cesta básica incluem o feijão, que subiu em todas as capitais analisadas. Segundo o Dieese, essa valorização é resultado da redução da área cultivada e de adversidades climáticas que impactaram as safras. Arroz agulhinha, carne bovina de primeira e leite integral também apresentaram alta.

A pesquisa também revelou as cestas básicas mais caras e mais baratas do país em junho. São Paulo liderou com o custo médio de R$ 965,47, seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42). Já entre as cidades do Norte e Nordeste, os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).

Com base no custo da cesta mais cara e no que seria um salário mínimo ideal para cobrir despesas essenciais (alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência), o Dieese estimou que o valor do mínimo em junho deveria ser de R$ 8.110,92, aproximadamente cinco vezes o valor atual de R$ 1.621.