Brasil rejeita tarifas dos EUA e foca em acordo sobre frete

Brasil descarta acordo sobre tarifas com EUA e rejeita negociar Pix e etanol. Paralelamente, governo Lula busca aprovar MP da tabela do frete para caminhoneiros no Senado.

Brasil rejeita tarifas dos EUA e foca em acordo sobre frete

O governo brasileiro não vê espaço para acordo com os Estados Unidos sobre tarifas de importação, com os americanos prevendo a aplicação de sobretaxas de 25% sobre produtos nacionais até quarta-feira. Técnicos brasileiros ainda buscam um último contato com representantes dos EUA, mas a expectativa de um acordo é mínima, segundo autoridades. O ministro Márcio Elias Rosa afirmou que pontos como Pix e etanol são inegociáveis, e que a taxa sobre o açúcar brasileiro precisa ser revista. Paralelamente, articuladores políticos do presidente Lula buscam um acordo com a oposição no Senado para votar a medida provisória (MP) da tabela do frete, que expira na quinta-feira e visa garantir valores mínimos para caminhoneiros.

A MP, que amplia os poderes da ANTT para fiscalizar o cumprimento da tabela, foi editada após a alta do diesel e busca atender às reivindicações da categoria. Há discussões sobre o piso mínimo e o Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot). A expectativa é que a MP seja votada nesta terça-feira.

O governo também sinalizou que o perdão a multas de caminhoneiros envolvidos em manifestações em 2022 deve ser vetado. A MP já foi aprovada pela Câmara e estabelece a metodologia para cálculo do frete mínimo.