Brasil reage a tarifas dos EUA: 'injustas' e sem base
Brasil considera "injustas" as tarifas iminentes dos EUA, defendendo que não há base para taxação e que a medida prejudica acordos bilaterais. Governo apresentou plano de mitigação.

O governo brasileiro manifestou sua insatisfação com a possibilidade de os Estados Unidos aplicarem tarifas sobre produtos nacionais. Em reunião final com o USTR (Representante Comercial dos EUA), o Brasil argumentou que as taxas são "injustas" e carecem de base para justificar sua aplicação, conforme investigações da "seção 301".
Auxiliares do presidente Lula criticaram a ameaça de impor uma tarifa de 25% e outra de 12,5% por suposto controle insuficiente sobre trabalho forçado. O Planalto defende que a imposição de sobretaxas não é o caminho para um acordo bilateral adequado.
O governo brasileiro apresentou um plano com medidas para mitigar as preocupações americanas, abordando desde corrupção a controle de desmatamento, mas manteve o PIX como ponto inegociável. A decisão final sobre as tarifas é esperada para esta quarta-feira (15).