Brasil estuda reciprocidade contra EUA após tarifaço de Trump

Brasil planeja acionar Lei da Reciprocidade contra EUA após tarifas de Trump. Senado acompanha estudos e governo anuncia auxílio a setores afetados.

Brasil estuda reciprocidade contra EUA após tarifaço de Trump

O governo federal brasileiro está elaborando estratégias para retaliar o recente "tarifaço" imposto pelos Estados Unidos às exportações do Brasil. A decisão política de adotar a Lei da Reciprocidade contra os EUA já está tomada no Palácio do Planalto, e os trâmites para sua aplicação devem ser iniciados nos próximos dias, segundo interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

## Acompanhamento no Senado

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado, liderada por Nelsinho Trad (PSD-MS), também está atenta à situação. Trad informou que acionará a Câmara de Comércio Exterior (Camex) para obter informações detalhadas sobre a eventual aplicação da Lei da Reciprocidade. O objetivo é acompanhar os estudos técnicos do governo federal e avaliar se os instrumentos legais existentes são suficientes para a política comercial brasileira.

O senador sinalizou a possibilidade de propor aperfeiçoamentos à lei, caso a experiência prática demonstre a necessidade. Ele ressaltou que o Congresso tem o papel de fiscalizar a execução da lei e verificar se ela atinge seus objetivos. Nelsinho Trad, no entanto, expressou uma visão cautelosa, considerando que os EUA ainda podem estar abertos a negociações e flexibilizar as tarifas para alguns setores.

## Próximos Passos e Auxílio Setorial

A CRE planeja uma reunião com representantes dos ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura, além de outras entidades, para discutir o tema no dia 4, após o retorno das atividades legislativas. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a reciprocidade será aplicada "no momento certo" e anunciou que o governo desenvolverá um programa de auxílio para os setores econômicos mais afetados pelas novas tarifas americanas. A Lei da Reciprocidade permite ao Executivo brasileiro reagir a políticas unilaterais de outros países que prejudiquem a economia nacional.