Brasil cria socorro a empresas, mas com menos verba que antes
Governo brasileiro lança novo pacote de socorro "Brasil Soberano" para empresas afetadas por tarifas americanas, com foco em crédito subsidiado e menor volume financeiro.

O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o Brasil implementará um novo pacote de socorro para empresas afetadas pelo recente "tarifaço" dos Estados Unidos. Contudo, a expectativa é de que o programa, denominado "Brasil Soberano", seja de menor magnitude em comparação com iniciativas anteriores.
## Nova Fase do Brasil Soberano
Diferentemente do plano lançado em agosto do ano passado, que incluía medidas como diferimento de impostos e facilitação de compras públicas, a nova versão do "Brasil Soberano" se concentrará primariamente em linhas de crédito com juros subsidiados. O ministro Durigan destacou que o volume de recursos também será mais modesto. No ano anterior, o pacote impactou primariamente os cofres públicos em R$ 9,5 bilhões, com R$ 4,5 bilhões destinados a fundos garantidores para viabilizar o acesso de pequenas e médias empresas a uma linha de crédito de R$ 30 bilhões do Fundo de Garantia a Exportações (FGE). Para este ano, o governo anunciou um reforço de R$ 15 bilhões.
## Responsabilidade Fiscal e Setores Afetados
Durigan assegurou que as linhas de apoio já foram testadas e que o programa será calibrado dentro dos compromissos fiscais do país. "Vamos estender o Plano Brasil Soberano com responsabilidade fiscal, que é o que temos feito desde sempre. O mercado pode ficar tranquilo com isso. As metas, os compromissos fiscais estabelecidos antes de guerra e antes de tarifaço serão cumpridos, apesar da interferência externa", afirmou o ministro. O reforço financeiro pode estar disponível já no início de agosto, enquanto o "tarifaço" americano entra em vigor em 22 de junho.
O Ministro Elias Rosa, do MDIC, ressaltou que a prioridade do governo é atender os setores atingidos pela medida, que foi considerada "injusta, indevida e ilegal". Os setores mais impactados incluem madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos e calçados. Além do suporte financeiro, o governo auxiliará esses setores na busca por novos mercados internacionais. Reuniões entre o MDIC e os setores afetados devem iniciar em breve para calibrar as medidas.