Brasil aceita tarifa de 12,5% dos EUA por trabalho forçado
Brasil reconhece que EUA podem aplicar tarifa adicional de 12,5% por falhas no combate ao trabalho forçado, aguardando definição sobre cumulatividade com taxa de 25%.

O governo brasileiro reconhece a possibilidade de os Estados Unidos aplicarem uma tarifa adicional de 12,5% sobre importações brasileiras. A medida seria uma resposta à falha na proibição e fiscalização de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A principal preocupação das autoridades brasileiras reside em saber se essa nova sobretaxa será somada aos 25% já anunciados pelos americanos na madrugada de quinta-feira (16).
## Dúvida sobre Cumulatividade
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, explicou que a decisão final sobre a nova tarifa adicional deve ser divulgada na próxima semana. "A investigação sobre o trabalho forçado termina na semana que vem, na sexta-feira que vem. Aí nós vamos ficar sabendo se vai ser cumulativo ou não. Se vamos ter 25% mais 12,5% ou se vamos ter exclusão", afirmou Elias em coletiva de imprensa nesta quinta-feira.
## Contexto da Investigação
A investigação americana apura o cumprimento de normas relacionadas ao combate ao trabalho análogo à escravidão na produção de bens exportados. A não conformidade pode levar a medidas punitivas, como tarifas adicionais, impactando o fluxo comercial entre os dois países. O resultado da apuração, esperado para a próxima semana, definirá o cenário tarifário para as exportações brasileiras afetadas.