Biometria Bloqueia Consignado: Entenda o Novo Mecanismo
Nova lei exige biometria para desbloquear empréstimo consignado do INSS, visando combater fraudes. Beneficiários relatam dificuldades e atrasos no acesso ao crédito.

A contratação de empréstimos consignados para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou por uma mudança significativa com a implementação de um novo sistema de bloqueio automático. A medida visa combater fraudes e impedir descontos indevidos, uma preocupação crescente nos últimos anos, onde contratos eram firmados sem o conhecimento do titular.
A pesquisa da datatudo, divulgada em março de 2026, indicou que mais da metade dos beneficiários do INSS já enfrentaram a situação de ter seu benefício bloqueado ao tentar contratar um consignado. Anteriormente, o bloqueio era mensal, permitindo uma única alteração por mês. Contudo, a Lei nº 15.327/2026, sancionada em janeiro de 2026 e com vigência a partir de 19 de maio de 2026, alterou esse procedimento.
## Novo Bloqueio e Procedimento de Desbloqueio
Com a nova legislação, o benefício fica bloqueado por padrão. Para realizar qualquer operação, seja uma nova contratação, refinanciamento ou portabilidade, é necessário um procedimento de desbloqueio específico para cada transação. Este processo deve ser feito exclusivamente pelo titular, utilizando biometria facial ou digital. A lei também determinou o fim das contratações e desbloqueios por telefone ou por meio de procuração, reforçando a segurança e reduzindo o risco de fraudes.
A pesquisa revelou que 52% dos beneficiários já tentaram contratar um empréstimo e se depararam com o benefício bloqueado, enquanto 15% conseguiram realizar a operação, mas enfrentaram atrasos devido ao bloqueio. Essas estatísticas demonstram o impacto direto da nova regra na maioria dos segurados que buscam crédito.
## Preocupações e Soluções
A principal preocupação dos beneficiários com o novo modelo, segundo o levantamento, é a impossibilidade de contratar o crédito no momento em que mais necessitam, o que foi apontado por 25% dos entrevistados. Outros receios incluem a demora no processo de desbloqueio (22%), falhas no sistema (21%), problemas com a biometria (11%) e dificuldades de acesso à conta (10%). Apenas 2% dos entrevistados preferem que o benefício permaneça bloqueado por segurança, evidenciando que a maioria das preocupações está relacionada à experiência do usuário e à estabilidade do sistema.
A biometria, que se tornou um pré-requisito para a contratação do consignado, já foi cadastrada por 69% dos beneficiários. Apesar da alta adesão, a experiência com o uso da biometria ainda é desigual, indicando a necessidade de otimizar o processo para torná-lo mais rápido e eficiente, garantindo a segurança sem comprometer o acesso ao crédito.