BB e Correios firmam acordo bilionário de R$ 2,3 bi por 5 anos

Banco do Brasil firma contrato de R$ 2,3 bilhões com Correios por 5 anos para serviços postais. Decisão justificada por monopólio e capilaridade da estatal.

BB e Correios firmam acordo bilionário de R$ 2,3 bi por 5 anos

O Banco do Brasil (BB) anunciou a assinatura de um contrato de prestação de serviços postais com os Correios no valor de R$ 2,3 bilhões. O acordo tem validade de cinco anos, com início em 2 de julho, e abrange serviços postais convencionais, especiais e telemáticos, tanto em território nacional quanto internacional.

## Justificativa para Contratação Direta

O processo de contratação não incluiu tomada de preços com terceiros. Segundo o Banco do Brasil, essa decisão se deu pela "inviabilidade de competição", já que a maior parte dos serviços demandados está sob o monopólio postal dos Correios, representando cerca de 97,84% das despesas do banco com postagens. Para os serviços não sujeitos ao monopólio, o banco argumenta que os Correios são a única entidade com a capilaridade, abrangência nacional e capacidade operacional necessárias para garantir um atendimento integrado e contínuo em todo o país, especialmente em localidades remotas e de difícil acesso.

O BB também ressaltou que os preços praticados pelos Correios são definidos por tarifas regulamentadas ou por política comercial padronizada, sem margem para negociação individualizada. A instituição financeira assegurou que foram adotados procedimentos internos para garantir a adequação da operação, incluindo análises técnicas, jurídicas e a formalização contratual.

## Situação Financeira dos Correios

O contrato surge em um momento em que os Correios passam por um processo de reestruturação. No primeiro trimestre de 2026, a empresa estatal registrou um prejuízo de R$ 3,16 bilhões, um valor quase o dobro do observado no mesmo período do ano anterior, quando o prejuízo foi de R$ 1,7 bilhão. No final de 2025, os Correios já haviam tomado um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a um consórcio de cinco bancos, incluindo o próprio Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander. Informações recentes indicam que a estatal estaria negociando um novo crédito na ordem de R$ 7 bilhões.

O Banco do Brasil afirmou que o contrato é de adesão e aplicado igualmente a todos os clientes, de modo que a instituição se submete às mesmas condições, sem tratamento diferenciado.