Angra 3: CNPE abre caminho para suspensão de dívidas da usina
CNPE reconhece interesse público para suspensão temporária de dívidas de Angra 3, permitindo negociação entre Eletronuclear, BNDES e Caixa.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) reconheceu o "interesse público" no pedido da Eletronuclear para suspender temporariamente o pagamento de dívidas referentes à construção da Usina Termonuclear de Angra 3. A medida, conhecida como "stand still", viabiliza que a estatal negocie com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal (CEF) um alívio no fluxo de caixa.
O CNPE autoriza a Eletronuclear a formalizar a solicitação aos bancos, que analisarão a viabilidade conforme normativos internos e legislação. O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que o ato não altera contratos ou determina a suspensão, dependendo a concessão da análise das instituições financeiras.
Os custos anuais da Eletronuclear com Angra 3 chegam a R$ 1 bilhão, sendo R$ 800 milhões destinados ao serviço da dívida com BNDES e Caixa. A decisão integra ações de reestruturação do setor nuclear.