Agro e Governo Batem Cabeça em Renegociação de Dívidas Rurais
Governo e bancada do agro divergem sobre renegociação de dívidas rurais. Pontos como critérios, juros e abrangência geram impasse, com impacto fiscal estimado em R$ 140 bilhões.

Representantes do governo federal e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) não chegaram a um consenso sobre a renegociação de dívidas de produtores rurais impactados por fatores climáticos. A reunião, realizada na última terça-feira (7.jul.2026), visava encontrar alternativas ao Projeto de Lei 5.122/2023 e a uma proposta de medida provisória do Ministério da Fazenda.
Divergências centrais incluem os critérios para enquadramento dos produtores, taxas de juros, prazos de carência e o montante de recursos. Enquanto o governo foca em perdas por eventos climáticos, o setor agropecuário defende a inclusão de endividados por fatores econômicos.
O impasse se estende ao custo fiscal estimado em R$ 140 bilhões em 10 anos, segundo o Ministério da Fazenda. As negociações prosseguem, com o objetivo de apresentar uma proposta consensual para o Congresso Nacional.